Homem obrigava a vítima a manter relações sexuais pagas com mais de 100 homens Gisèle Pelicot fala a jornalistas após condenação do ex-marido e de 50 réus na França — Foto: Miguel MEDINA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 15:28 Justiça Sueca Pede 10 Anos de Prisão por Forçar Esposa à Prostituição A Justiça sueca pede 10 anos de prisão para um homem de 62 anos acusado de forçar a esposa a se prostituir com cerca de 120 homens, explorando sua vulnerabilidade e lucrando com isso. A promotora Ida Annerstedt destacou a gravidade dos atos e a exploração da vítima. Paralelamente, Gisèle Pelicot, francesa vítima de abuso, reencontrou o amor após traumas passados, inspirando com sua história de resiliência. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma promotora sueca pediu, nesta segunda-feira, uma pena de dez anos de prisão para um homem de 62 anos, acusado de obrigar a esposa a manter relações sexuais pagas com cerca de 120 homens. O julgamento do réu, preso desde 10 de abril em Harnosand (norte do país), foi realizado em grande parte a portas fechadas. — Solicitei que o réu seja condenado por lenocínio qualificado. Tanto por ter facilitado esses atos quanto por ter obtido um benefício econômico com eles — declarou à imprensa a promotora Ida Annerstedt. — Os fatos tiveram uma magnitude considerável, geraram lucros significativos e constituíram uma exploração impiedosa da denunciante. O homem é acusado de ter criado anúncios na internet, organizado e supervisionado os encontros e pressionado a esposa para que realizasse atos sexuais online para atrair mais clientes. De acordo com a lei sueca sobre prostituição, vender serviços sexuais não é ilegal, mas pagar por eles ou facilitar sua oferta é. Segundo a denúncia, a vítima se encontrava em uma "situação de vulnerabilidade". Além de lenocínio qualificado, o homem foi julgado por oito estupros. A advogada da autora do processo reivindicou 1,1 milhão de coroas suecas (cerca de 580 mil reais) a título de indenização. — Ele a tratou como um cartão bancário e a vendeu como se fosse uma mercadoria — declarou Silvia Ingolfsdottir ao canal estatal SVT. Os fatos teriam ocorrido entre 11 de agosto de 2022 e 21 de outubro de 2025. Martina Michaelsdotter, advogada do réu, declarou à AFP no início do processo que seu cliente nega as acusações. O julgamento deve ser concluído na terça‑feira com as alegações finais da defesa. Gisèle Pelicot se apaixona novamente A francesa, Gisèle Pelicot, que esteve no centro do maior julgamento sobre estupro na França, contou que reencontrou o amor e a confiança após o trauma de quase uma década de estupros nas mãos de seu ex-marido. Pelicot, de 73 anos, abriu mão do seu direito ao anonimato durante o julgamento de Dominique Pelicot, que foi condenado a 20 anos de prisão em 2024 por drogá-la, estuprá-la e permitir que outros homens a agredissem sexualmente enquanto ela estava inconsciente, ao longo de quase uma década. No Festival Hay, no País de Gales, a sobrevivente de estupro de 73 anos compareceu ao festival para falar sobre seu livro de memórias, "Um Hino à Vida". Durante entrevista, ela afirmou que achava impossível se apaixonar de novo antes de conhecer seu parceiro, Jean-Loup Agopian. A ativista disse: “É algo que eu não achava que pudesse acontecer, especialmente na minha idade. Em primeiro lugar, eu realmente não queria me apaixonar, mas a vida decidiu o contrário. Eu não achava que conseguiria confiar em um homem novamente, mas foi o que me aconteceu. Vemos que tudo na vida é possível se nos permitirmos. Não se desesperem", disse. Em 2025, a justiça francesa condenou o ex-marido de Pelicot, que admitiu ter estuprado sua agora ex-mulher e recrutado dezenas de homens na internet para abusar dela entre 2011 e 2020, documentando meticulosamente os abusos com milhares de imagens encontradas pelos investigadores em discos rígidos. Além dele, outros 51 homens também foram condenados por estupro e agressão sexual. Gisèle Pelicot deixa tribunal de Avignon, onde marido é julgado por dopá-la para estupros — Foto: Christophe SIMON / AFP