Sentença deve ser anunciada nesta quarta-feira; promotoria pede dez anos de prisão por exploração sexual, estupro e lenocínio qualificado Homem é julgado em tribunal na Suécia suspeito de prostituir sua mulher para 120 homens — Foto: Mats Andersson/TT News Agency/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 05:58 Suécia: Homem de 62 anos enfrenta sentença por exploração sexual da esposa Um homem de 62 anos na Suécia aguarda sentença por acusação de exploração sexual da esposa, forçada a se prostituir com 120 homens. A promotoria pede dez anos de prisão por lenocínio, estupro e exploração sexual. A decisão será anunciada em Härnösand. A esposa, vítima de abusos e ameaças, busca indenização. A defesa nega as acusações. O caso destaca a vulnerabilidade e o impacto das denúncias de exploração sexual. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um tribunal da Suécia deverá anunciar nesta quarta-feira a sentença de um homem de 62 anos acusado de obrigar a esposa a manter relações sexuais remuneradas com cerca de 120 homens ao longo de mais de três anos. O julgamento ocorreu entre 10 de abril e 26 de maio perante um tribunal de Härnösand, no norte do país, e foi realizado em grande parte a portas fechadas devido à natureza das acusações. A promotora Ida Annerstedt pediu a condenação do réu a dez anos de prisão. A decisão é esperada para as 11h no horário local (9h GMT). Segundo a acusação, o homem publicava anúncios na internet, organizava os encontros com clientes e supervisionava a esposa durante os atos sexuais, que incluíam também conteúdos online usados para atrair mais interessados. Além da acusação de exploração sexual, ele responde por lenocínio qualificado e por oito casos de estupro. Mulher denunciou o marido após anos de supostos abusos O acusado foi preso em outubro, depois que a esposa procurou a polícia para relatar os abusos. De acordo com os promotores, a vítima vivia em uma "situação de vulnerabilidade", marcada pelo medo e pela dependência em relação ao marido. A mulher reivindica uma indenização de 1,1 milhão de coroas suecas — o equivalente a cerca de 100 mil euros ou 105 mil dólares. A promotora descreveu os fatos como uma "exploração impiedosa". — Sustento que ele se aproveitou da situação dela quando estava sob efeito de drogas e álcool e sentia um medo profundo dele — afirmou à AFP no início do julgamento. Segundo a acusação, o homem também é julgado por agressões físicas e ameaças relacionadas ao caso. Durante as audiências, a promotora afirmou que o réu advertia a esposa para que não o contrariasse, caso contrário "o monstro seria libertado". A advogada da denunciante, Silvia Ingolfsdottir, fez uma comparação contundente ao descrever a relação. — Ele a tratava como um cartão de crédito e a vendia como uma mercadoria — declarou à emissora pública sueca SVT. Defesa nega todas as acusações Os fatos investigados teriam ocorrido entre 11 de agosto de 2022 e 21 de outubro de 2025. A legislação sueca proíbe a compra de serviços sexuais, embora não criminalize a venda desses serviços. Também é ilegal facilitar ou lucrar com a prostituição de terceiros. Desde o início do processo, a defesa sustenta que o acusado é inocente. Martina Michaelsdotter, advogada do réu, afirmou à AFP que seu cliente nega todas as acusações apresentadas pela Promotoria. A sentença do caso é aguardada em meio ao forte impacto provocado pelas denúncias, que expuseram detalhes de uma suposta rede de exploração sexual mantida dentro do próprio casamento.
Marido acusado de prostituir a própria mulher e forçá-la a fazer sexo com 120 homens aguarda sentença na Suécia
Sentença deve ser anunciada nesta quarta-feira; promotoria pede dez anos de prisão por exploração sexual, estupro e lenocínio qualificado









