Estudo apresenta a primeira evidência clara em um exoplaneta rochoso potencialmente habitável e fortalece a hipótese de que existam outros mundos com condições para abrigar vida 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Astrônomos descobrem atmosfera em planeta semelhante à Terra nas proximidades — Foto: Pexels RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 11:27 Atmosfera rica em hélio encontrada em exoplaneta LHS 1140b habitável Astrônomos descobriram evidências de uma atmosfera rica em hélio no exoplaneta rochoso LHS 1140b, localizado na zona habitável de uma anã vermelha. A descoberta, publicada na Science, é a primeira clara em um planeta potencialmente habitável, sugerindo condições para a vida. O LHS 1140b, embora semelhante à Terra, possui diferenças significativas, como uma atmosfera rica em hélio e um ciclo orbital de 25 dias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Existem algumas características essenciais que tornam um planeta propício à vida, pelo menos à vida como os terráqueos a conhecem. Ele precisa ser rochoso, ter temperatura adequada para a existência de água líquida e possuir uma atmosfera. Na quinta-feira (16), uma equipe de astrônomos anunciou ter identificado um mundo que reúne essas três características. — Neste momento, não temos absolutamente nenhuma evidência de vida no planeta. Mas acreditamos que todos os ingredientes realmente importantes e essenciais estejam presentes — disse Collin Cherubim, cientista planetário que recentemente concluiu seu doutorado na Universidade de Harvard. O planeta rochoso, chamado LHS 1140b, está localizado a algumas dezenas de anos-luz do nosso sistema solar. Ele orbita uma estrela dentro de uma faixa conhecida como zona habitável, que não é nem quente nem fria demais para permitir a existência de água líquida em sua superfície. Descoberto em 2017, o exoplaneta é mais frio que a Terra, mas maior em tamanho e massa. Quem tem mais luas: Júpiter ou Saturno? Veja como ficou a nova lista 1 de 8 Mercúrio: nenhuma — Foto: NASA 2 de 8 Vênus: nenhuma — Foto: NASA X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Terra: 1 (nosso satélite natural, a Lua) — Foto: Reprodução 4 de 8 Marte: 2 (Fobos e Deimos) — Foto: NASA X de 8 Publicidade 5 de 8 Júpiter: 95 luas — Foto: NASA 6 de 8 Saturno: 274 luas — Foto: NASA X de 8 Publicidade 7 de 8 Urano: 28 luas — Foto: NASA 8 de 8 Netuno: 16 luas — Foto: NASA X de 8 Publicidade Descobertas recentes alteraram posições e mostram como a exploração espacial segue revelando surpresas Primeira evidência clara de uma atmosfer Novos dados coletados por astrônomos sugerem fortemente que o LHS 1140b possui uma atmosfera rica em hélio. A detecção, publicada na revista Science, representa a primeira evidência clara de um planeta potencialmente habitável com atmosfera e reforça a ideia de que existe uma população de mundos semelhantes ao nosso com as propriedades necessárias para sustentar a vida. — Quando se encontra um, geralmente há mais exoplanetas semelhantes. Espero que este seja o início de algo novo — disse Sara Seager, astrofísica do MIT que não participou do estudo. A atmosfera é vital para a habitabilidade, pois ajuda um planeta a reter água, regula o clima e protege sua superfície da radiação espacial. Os cientistas já haviam encontrado atmosferas em gigantes gasosos, mas ainda não sabiam se mundos rochosos, menores e mais difíceis de detectar, também seriam capazes de preservá-las. — Este é um sim claro e retumbante — afirmou Cherubim, que passou anos desenvolvendo um modelo teórico de como seria a atmosfera ao redor de um planeta rochoso. Ele concluiu que, sob determinadas condições, elementos mais leves, como o hélio, escapariam com mais facilidade da atmosfera. Com isso, identificou o LHS 1140b como um planeta que poderia estar perdendo hélio para o espaço de forma ativa. Mudanças observadas em tempo real O LHS 1140b orbita uma anã vermelha, o tipo de estrela mais comum da nossa galáxia. Como essas estrelas são menores e mais frias do que outros tipos estelares, é mais fácil detectar planetas rochosos ao seu redor. Por outro lado, as anãs vermelhas também são bastante energéticas e emitem violentas erupções de radiação capazes de destruir as atmosferas de planetas próximos. A estrela que abriga o LHS 1140b é menos ativa do que as anãs vermelhas típicas, afirmou Cherubim, o que a torna uma das principais candidatas para o estudo da habitabilidade em outras regiões da galáxia. Em 2024, ele e seus colegas observaram o LHS 1140b passando em frente à sua estrela com um telescópio do Observatório Las Campanas, no Chile. Os dados revelaram a presença de uma forma específica de hélio em grandes altitudes, indicando que o elemento escapava de uma atmosfera difícil de detectar. — É maravilhoso. Não há outra explicação — disse Seager sobre a descoberta. Em 2025, a equipe responsável pelo novo estudo observou novamente o LHS 1140b eclipsando sua estrela, mas, desta vez, não encontrou qualquer sinal de hélio escapando da atmosfera. — Foi um grande choque, mas não totalmente inesperado — disse Shreyas Vissapragada, cientista planetário dos Observatórios Carnegie, em Pasadena, na Califórnia, e um dos autores do estudo. Segundo ele, cientistas já haviam observado variações na quantidade de hélio nas atmosferas de gigantes gasosos, mas esta é a primeira vez que o fenômeno foi registrado em um exoplaneta rochoso. — Estamos observando a atmosfera de um planeta que, em muitos aspectos, é semelhante à Terra mudar em tempo real. Acho isso muito interessante — afirmou. Semelhante à Terra, mas com diferenças fundamentais Embora os astrônomos classifiquem o planeta como semelhante à Terra, existem diferenças fundamentais. O LHS 1140b completa uma órbita ao redor de sua estrela em menos de 25 dias, enquanto a Terra leva 365 dias. Além disso, mantém sempre a mesma face voltada para sua estrela hospedeira, o que significa que não há alternância entre dia e noite. Sua atmosfera também provavelmente é rica em hélio, ao contrário da terrestre, composta principalmente por nitrogênio. Uma hipótese é que a vida poderia existir em um ambiente como esse. Em 2020, uma equipe de pesquisadores liderada por Seager publicou um estudo indicando que leveduras e E. coli poderiam sobreviver em uma atmosfera composta por hélio puro. O LHS 1140b integra um pequeno, porém fascinante, catálogo de mundos rochosos onde os cientistas poderão, um dia, encontrar sinais de vida. Até lá, ele poderá ajudá-los a compreender melhor o planeta que chamamos de lar. — Queremos muito saber como são os planetas semelhantes à Terra para entendermos melhor o nosso lugar no universo. Encontrar uma atmosfera no LHS 1140b é um passo fundamental para que possamos caracterizar exoplanetas verdadeiramente semelhantes à Terra — disse Vissapragada.
Descoberta de atmosfera em planeta semelhante à Terra anima busca por vida no espaço sideral; entenda
Estudo apresenta a primeira evidência clara em um exoplaneta rochoso potencialmente habitável e fortalece a hipótese de que existam outros mundos com condições para abrigar vida











