A recente confirmação da existência de uma atmosfera ao redor de um exoplaneta rochoso LHS 1140b gerou grande interesse na comunidade astronômica. O planeta orbita dentro da zona habitável em torno de sua estrela-mãe —uma anã vermelha localizada a cerca de 48 anos-luz de distância da Terra.
A zona habitável é a região ao redor de uma estrela —nem tão longe nem tão perto dela— onde a temperatura teoricamente permite que a água permaneça no estado líquido na superfície de um planeta. Os astrônomos detectaram uma perda de hélio a partir da parte superior da atmosfera do LHS 1140b. Mas compostos químicos mais pesados, como a água —um ingrediente essencial para a vida como conhecemos—, podem existir nas camadas mais baixas de sua atmosfera.
A observação de exoplanetas distantes por meio de telescópios abre novas portas para a ciência, mas será que algum dia será possível viajar para esses mundos e estudá-los de perto? Embora isso tenha geralmente sido visto como algo da ficção científica até agora, tecnologias emergentes nos permitem imaginar um futuro em que tais missões sejam possíveis nas próximas décadas.
Há um interesse particular em espaçonaves miniaturizadas para viagens interestelares. Isso se deve, em grande parte, ao fato de que é mais fácil e mais barato impulsionar uma pequena espaçonave para outro sistema estelar —e fazê-la chegar lá ainda durante a vida de uma pessoa— do que fazer o mesmo com um veículo espacial de grandes dimensões.






