Descobertas são algumas das primeiras evidências diretas da existência desse tipo em um corpo celeste tão frio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Descoberto em 2013, o Planeta Rosa orbita uma estrela semelhante ao Sol localizada a 57 anos-luz da Terra e teve nuvens salgadas identificadas — Foto: Reprodução / Ilustração / NASA/Goddard Space Flight Center RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 19:32 Telescópio James Webb Detecta Nuvens de Sal no "Planeta Rosa" Astrônomos, usando o telescópio James Webb, identificaram nuvens de sal na atmosfera do "Planeta Rosa", GJ 504 b, a cerca de 57 anos-luz da Terra. Este achado inédito em um corpo celeste tão frio foi publicado no The Astronomical Journal. Com atmosfera composta por vapor d'água, metano e outras moléculas, a pesquisa esclarece um mistério antigo e amplia o entendimento sobre atmosferas de exoplanetas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Astrônomos descobriram que a atmosfera do chamado "Planeta Rosa" abriga nuvens de sal, uma característica inédita observada em um objeto tão frio. A descoberta foi possível graças a observações feitas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), que revelou uma composição atmosférica incomum e forneceu algumas das primeiras evidências diretas da existência de nuvens salgadas em um corpo celeste desse tipo. O estudo, com publicação no The Astronomical Journal, representa um avanço na investigação de objetos frios que até então eram difíceis de analisar por serem pouco luminosos. Conhecido como GJ 504 b, o Planeta Rosa foi descoberto em 2013 e orbita uma estrela semelhante ao Sol, a cerca de 57 anos-luz da Terra. O objeto ganhou esse apelido por apresentar uma coloração rosada, descrita como semelhante ao tom de uma flor de cerejeira escura. Apesar do nome, os cientistas ainda não sabem se ele é realmente um planeta ou uma anã marrom, já que possui cerca de 25 vezes a massa de Júpiter e está na fronteira entre essas duas categorias de corpos celestes. O termo anã marrom se refere a uma estrela fracassada que fica na linha entre planeta e estrela. Até agora, telescópios instalados na Terra não conseguiam obter informações detalhadas sobre sua atmosfera porque o objeto é extremamente fraco em brilho. Com a capacidade do telescópio James Webb, os pesquisadores conseguiram analisar a luz emitida pelo GJ 504 b em apenas duas horas de observação, revelando uma mistura de vapor d'água, metano, dióxido de carbono, amônia e outras moléculas. Ao comparar os dados obtidos com modelos atmosféricos, a equipe percebeu que nenhuma simulação reproduzia corretamente as observações sem considerar a presença de nuvens de sal. "Tentamos três tipos diferentes de nuvens, e as nuvens de sal foram as que melhor se ajustaram aos dados. Quando levamos em conta as nuvens de sal, a assinatura das moléculas escondidas nas camadas mais profundas da atmosfera do objeto foi atenuada. A partir daí, os resultados passaram a fazer sentido do ponto de vista físico", explicou Aneesh Baburaj, coautor do estudo e astrônomo da Northwestern University, em um comunicado. Tempestade solar 'extrema' proporciona espetaculares auroras boreais 1 de 8 Christchurch, Nova Zelândia — Foto: Sanka Vidanagama / AFP 2 de 8 Middletown, Estados Unidos — Foto: JOSH EDELSON / AFP X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Middletown, Estados Unidos — Foto: JOSH EDELSON / AFP 4 de 8 Fusch An Der Glocknerstraße, Austria — Foto: FK / APA / AFP X de 8 Publicidade 5 de 8 Vienna, Austria — Foto: AX SLOVENCIK / APA / AFP 6 de 8 New Brighton, Reino Unido — Foto: PAUL ELLIS/AFP X de 8 Publicidade 7 de 8 Edimburgo, Reino Unido — Foto: Handout / Jacob Anderson / AFP 8 de 8 Lofoten Islands, Noruega — Foto: Olivier MORIN / AFP X de 8 Publicidade A primeira de várias ejeções de plasma e campos magnéticos do Sol começou pouco depois das 16h00 Segundo os autores, esta é a primeira vez que nuvens de sal se mostram essenciais para explicar o espectro de um objeto desse tipo. A descoberta confirma uma hipótese proposta há mais de 15 anos e reforça a importância de incluir diferentes tipos de nuvens nos modelos usados para estudar atmosferas de exoplanetas e outros objetos frios. "É um bom lembrete de que precisamos considerar a presença de nuvens em nossos modelos", destacou Baburaj no comunicado. Além de solucionar um antigo mistério sobre o planeta rosa, os pesquisadores afirmam que o resultado poderá ajudar na compreensão de mundos frios semelhantes, incluindo gigantes gasosos como Júpiter, que possui nuvens de amônia. O estudo também abre caminho para a análise de objetos ainda mais frios e pouco brilhantes, ampliando as possibilidades de investigação sobre a diversidade de atmosferas fora do Sistema Solar.
Planeta rosa tem nuvens de sal na atmosfera, identifica telescópio James Webb
Descobertas são algumas das primeiras evidências diretas da existência desse tipo em um corpo celeste tão frio






