PUBLICIDADE Reuniões coordenadas pelo Ministério da Indústria servirão para calibrar pacote de apoio às empresas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Porto de Suape — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 23:10 Brasil busca apoio para setores afetados por tarifas dos EUA O governo brasileiro, através do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reúne-se com setores afetados pela tarifa adicional de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, como madeira e máquinas, para discutir medidas de apoio. Reuniões buscam mapear impactos e elaborar estratégias de suporte, respeitando limitações fiscais, enquanto também exploram diálogo com autoridades americanas e alternativas comerciais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo federal se reúne nesta terça-feira com com representantes de alguns dos setores mais afetados pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. As reuniões serão lideradas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mas também devem contar com a participação da Fazenda. Segundo o ministro do Mdic, Márcio Elias Rosa, os segmentos mais atingidos pela nova taxação, que começa a valer amanhã, são os de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Devem ser ouvidos hoje a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), segundo interlocutores. Outras reuniões devem acontecer na quarta-feira. A orientação do governo é ouvir individualmente os segmentos atingidos para mapear perdas de contratos, riscos para a produção, impactos sobre empregos e necessidade de crédito. A partir desse diagnóstico, a equipe econômica pretende calibrar o alcance das medidas de socorro, que deverão respeitar as limitações fiscais e priorizar os setores mais vulneráveis. As reuniões ocorrem poucos dias após o anúncio de que o Executivo estruturará um programa de apoio às empresas afetadas pela decisão do presidente americano Donald Trump. Entre as alternativas em estudo estão a ampliação de instrumentos já existentes do Plano Brasil Soberano, novas linhas de financiamento, reforço às ações de promoção comercial e iniciativas para acelerar a abertura de mercados alternativos às exportações brasileiras. A avaliação do governo é que ainda não há um retrato preciso dos impactos da sobretaxa sobre cada cadeia produtiva. Por isso, a estratégia será construir as medidas em conjunto com representantes do setor privado antes de anunciar o volume de recursos e os mecanismos que serão utilizados. Na última semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não deixará empresários, agricultores, caminhoneiros e trabalhadores "na mão", mas ressaltou que qualquer ação será tomada de forma criteriosa e em consonância com o compromisso fiscal. Segundo ele, a prioridade é proteger os setores atingidos sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. Paralelamente ao diálogo com o setor produtivo, o Brasil mantém conversas com autoridades americanas e estuda os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica e na Organização Mundial do Comércio (OMC), embora a avaliação seja de que uma eventual reação comercial dependerá da evolução das tratativas bilaterais.