Os dois países mais recentes a realizar eleições na América Latina estão mergulhados em imbróglios parecidos: candidatos alinhados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saíram vitoriosos das urnas, enquanto os derrotados denunciam supostas irregularidades no processo eleitoral.
Foi assim no Peru, onde Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori (1990 - 2000), derrotou o candidato de esquerda Roberto Sánchez no início de junho, e na Colômbia, que elegeu o ultradireitista Abelardo de la Espriella em detrimento do apadrinhado do atual presidente, Gustavo Petro, Iván Cepeda.
Em ambos os casos, a vitória se deu por margens mínimas. Quase 50 mil votos separam Keiko e Sánchez, enquanto, na Colômbia, a diferença entre os dois candidatos foi a menor já registrada: 0,96%, ou pouco mais de 250 mil votos.
A diferença estreita —aliada a outras questões, como uma certa desorganização institucional no Peru e a possível influência de Trump no pleito colombiano—, levou os perdedores a questionar os resultados, o que pode provocar ainda mais instabilidade nos países já polarizados, segundo especialistas.
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