O teatro estava praticamente vazio naquela noite fria em Curitiba (PR). Havia apenas um casal na plateia e os dois ainda ensaiaram ir embora. Claudia Savaget poderia ter cancelado o show. Em vez disso, disse que cantaria para eles. Subiu ao palco e fez a apresentação inteira.
Ao longo de uma carreira de três décadas, entre 1974 e 2004, construiu uma discografia pequena, de cinco álbuns, marcada por escolhas rigorosas e por um repertório que passava por compositores como Chico Buarque, Edu Lobo, Torquato Neto, Dorival Caymmi, Paulinho da Viola e Cartola.
Dona de uma voz grave, de timbre raro e afinação precisa, foi uma intérprete admirada por músicos e compositores.
Nascida em Petrópolis, na região serrana fluminense, em 1º de julho de 1948, Claudia começou a cantar na boate Clube 85. Foi no Rio, porém, cidade que escolheu para viver, que construiu sua carreira e sua família.
A discografia enxuta era resultado de escolhas cuidadosas. "Tudo era escolhido conforme a vontade dela, conforme a índole artística e a inteligência musical que ela tinha", afirma o marido, o violonista, arranjador e professor Luiz Otávio Braga, com quem se casou em 1977.








