A infância de Eva Vezér em Budapeste, na Hungria, foi marcada pela Segunda Guerra Mundial. Entre tantas perdas, talvez a maior tenha sido em 1956, com a Revolução Húngara, quando foi forçada a deixar seu país, então aos 22 anos. Casada, e com o nome de Eva Matravolgyi, desembarcou no Brasil ao lado do marido, Ladislau Matravolgyi, da mãe, Margarida, e da filha Marta, de apenas um ano.

Aqui, tiveram ajuda da única irmã de Eva, Susana, enquanto o marido, engenheiro, conseguiu emprego em São Paulo, cidade que adotaram e onde moraram até o fim da vida.

Os outros dois filhos do casal nasceram em solo brasileiro, onde Eva aprendeu a falar português e dedicou-se à família, sendo exemplo de amor e dedicação. Sua maior alegria era ver todos reunidos, conta a filha Marta.

"Viveu para a família. Privilegiou nossa educação. Era muito presente e companheira para os filhos e depois para os netos", diz, lembrando como a mãe gostava de viajar e passear com os netos.

Ela recorda que Eva também gostava muito de cinema e que fez muitos cursos sobre o tema na USP (Universidade de São Paulo), onde participava ativamente dos grupos de terceira idade, especialmente os de música, como coral, e os de atividade física.