PUBLICIDADE Gaitista, que tocou com nomes como Stan Getz, Sarah Vaughan e Tom Jobim, diz ao GLOBO que a música é a sua religião 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Maurício Einhorn — Foto: Nando Chagas RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 15:22 Maurício Einhorn, 94 anos, mantém paixão pelo palco e pela música Aos 94 anos, Maurício Einhorn, renomado gaitista internacionalmente, continua ativo e deseja "morrer em cena, com lucidez". Ele se apresenta no Dolores Club e no Teatro Café Pequeno, mesclando clássicos autorais e improvisações. Considerado um "arquiteto" do samba-jazz, já tocou com ícones como Tom Jobim. Para Einhorn, a música é sua religião, superando até suas raízes judaicas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com 94 anos, o gaitista Maurício Einhorn não pensa em parar. Nesta quinta-feira (16), ele se apresenta no Dolores Club (com Marcos Nimrichter, Bruno Aguilar, Xande Figueiredo e Idriss Boudrioua); semana que vem, dia 26, no Teatro Café Pequeno. — Quero morrer em cena, em atividade, com lucidez — afirma o musicista que acumula mais de 70 anos de vida profissional na música. Considerado um dos “arquitetos” do samba-jazz, Einhorn já tocou — entre inúmeros outros — com nomes como Stan Getz, Sarah Vaughan e Tom Jobim. — Uma das lembranças mais importantes e que valorizo em um nível maior é o Jobim ter se aproximado de mim e se tornado amigo com dois ou três telefonemas e trocas de ideias. Esse foi um dos prazeres maiores — destaca o gaitista cujo atual combustível para seguir se apresentando são as tantas trocas com os musicistas de diferentes gerações. Nos palcos, ele mescla clássicos autorais, como “Batida diferente” e “Estamos aí”, com momentos de improvisação e standards, como “Take the ‘A’ train”, de Duke Ellington, e “Carinhoso”, de Pixinguinha. — Continuo compondo praticamente todas as noites. Quando tenho insônia, às vezes chego a fazer 20 músicas novas em uma noite — comenta Einhorn, que trata a música como sua religião. — Sou de origem judaica, mas considero o judaísmo a minha segunda religião. Não nego as minhas origens e não menosprezo as religiões, mas valorizo em nível muito maior a música. Ela é a minha religião. Sua maior alegria atualmente, destaca o gaitista, depois da mulher e do filho, “é quando o público pede bis”. — Se eu pudesse fazer mais através do meu trabalho, gostaria de ser convidado para falar na ONU, porque, com música na cabeça, ninguém vai pensar em guerra — conclui. Programe-se Onde: Dolores Club. Rua do Lavradio 10, LapaQuando: Quinta (16), às 19h (show às 20h30)Quanto: de R$ 40 a R$ 60 (assinante O GLOBO tem desconto)Classificação: 18 anos
'Quero morrer em atividade', diz Maurício Einhorn, que, aos 94 anos, tem agenda intensa de shows
Gaitista, que tocou com nomes como Stan Getz, Sarah Vaughan e Tom Jobim, diz ao GLOBO que a música é a sua religião
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