O governo Lula passou os últimos dias discutindo como reagir ao novo tarifaço de Donald Trump, que confirmou tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Falas em defesa da soberania, pacote ampliando programas de crédito a empresas afetadas e planos para ampliar mercados de exportação já foram apresentados. Possíveis caminhos para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, um processo que ainda deve levar tempo para sair do papel, também estão em discussão.
As taxas de 25% começam a valer nesta quarta-feira (22). O anúncio delas pelo governo dos EUA, na semana passada, foi seguido de declarações duras entre os chefes da diplomacia dos dois países, Mauro Vieira e Marco Rubio. O presidente Lula (PT) disse na sexta-feira (17) que falaria do tarifaço quando Trump falasse —e que "contra o Brasil ninguém ganha mentindo".
O episódio desta segunda-feira (20) do Café da Manhã analisa as primeiras reações e os primeiros impactos do novo tarifaço. Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da FGV e pesquisador no Carnegie Endowment em Washington, fala sobre as questões diplomáticas. O advogado Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do governo brasileiro, discute os aspectos comerciais.











