Legislação permite que o Brasil responda com sanções comerciais a sobretaxas comerciais desfavoráveis aplicadas por outros países 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministros do governo falam sobre tarifaço de Trump; Gabriel Galípolo (Banco Central), Dario Durigan (Fazenda), Marcio Elias (MDIC), Geraldo Alckmin (vice), Mauro Vieira (Relações Exteriores), João Paulo (Meio Ambiente) e Maria Rosa — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 17:08 Governo Lula avalia aplicar Lei de Reciprocidade contra EUA após tarifaço O governo Lula pondera a aplicação da Lei de Reciprocidade em resposta ao tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros. Reconhecendo a capacidade de retaliação do governo Trump, a decisão será tomada com cautela e consulta a setores econômicos afetados. Aprovada pelo Congresso, a lei permite sanções comerciais, mas exige negociações diretas e recurso a organismos como a OMC antes de medidas proporcionais serem aplicadas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva analisará com cautela a adoção da Lei de Reciprocidade aos Estados Unidos em reação ao tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. O Palácio do Planalto reconhece que Donald Trump irá responder a qualquer passo adotado pelo Brasil com base nesta legislação e que a decisão do governo precisa levar em conta a hipótese de retaliação. Aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado, a lei permite que o Brasil responda com sanções comerciais a sobretaxas comerciais desfavoráveis aplicadas por outros países. Interlocutores do presidente Lula afirmam que por estar lidando com uma parceiro comercial mais poderoso que o Brasil, há necessidade de escolher cirurgicamente quais setores tensionar junto aos EUA. O que for feito pelo governo brasileiro, terá algum tipo de retorno do governo de Donald Trump. Por isso, o entorno de Lula afirma que não se pode ter pressa no processo decisório e nem reagir de forma emocional. O ritmo do uso da Lei de Reciprocidade se dará a partir da consulta aos setores da economia afetados pelas tarifas e da forma como irão reagir. O governo não quer queimar etapas, está em fase de iniciar essas consultas para avaliar como aplicar a lei, e também considera que os EUA esperam qualquer "escorregão" do governo brasileiro para inverter a narrativa e por o ônus do tarifaço no Brasil. Na quinta-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin já havia adiantado que a que a Lei de Reciprocidade será aplicada aos EUA "no momento adequado": — E destacar que nós temos uma lei da reciprocidade aprovada por unanimidade no Congresso Nacional e que governo, no momento adequado, saberá como implementá-la — afirmou Alckmin em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira — A não é retaliatória, não há retaliação, o que é existe é uma lei defendendo o interesse nacional, interesse dos brasileiros, da economia brasileira, que é a reciprocidade, é um instrumento jurídico legal importante que o governo analisará o momento e a forma de fazer — reforçou Alckmin. A Lei de Reciprocidade dá poderes à Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério de Indústria e Comércio para suspender concessões comerciais e de investimentos em resposta a países ou blocos econômicos que impactam negativamente a competitividade dos produtos nacionais. — Levaremos a Lula a retomada do processo de reciprocidade. O presidente nos dará orientação a respeito disso — afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo o texto aprovado pelo Congresso no ano passado, a Camex poderá adotar medidas de restrição às importações e suspender concessões, patentes ou remessas de royalties, além de aplicar taxações extras sobre os países a serem retaliados. Para que esses instrumentos sejam acionados, no entanto, é preciso passar por uma série de exigências: O governo precisa buscar negociação direta com o país ou bloco responsável pelas decisões que afetam produtos brasileirosTambém é necessário recorrer a organismos multilaterais como a Organização Mundial do Comércio (OMC)Se as tentativas de negociação não tiverem sucesso, as medidas de retaliação aplicadas devem ser proporcionais aos danos econômicos sofridos. .
Tarifaço: governo Lula reconhece que EUA reagiriam à reciprocidade e processo dependerá de consulta a setores
Legislação permite que o Brasil responda com sanções comerciais a sobretaxas comerciais desfavoráveis aplicadas por outros países













