E a patética campanha de "americanização" do futebol segue a todo vapor sob os auspícios da Fifa e de seu líder/déspota, o suíço-italiano Gianni Infantino.
Após mudar completamente a dinâmica das partidas ao dividi-las em quatro tempos com uma "parada de hidratação", contrariando 150 anos de história do futebol —e autorizando emissoras de televisão a exibir comerciais durante a interrupção—, a entidade agora inventou um "show do intervalo", semelhante ao que ocorre no Super Bowl, a decisão do campeonato de futebol americano, que há décadas ampliou o tempo de descanso entre as duas metades da partida.
Na partida mais importante da Copa, a final entre Argentina e Espanha, atletas habituados a um intervalo de 15 minutos entre o primeiro e o segundo tempos tiveram de aguardar 27 minutos para voltar ao campo enquanto um dos elencos mais estapafúrdios da música pop, incluindo Madonna, Shakira, Justin Bieber, o cantor nigeriano Burna Boy, a boy band sul-coreana BTS, o regente venezuelano Gustavo Dudamel e a banda Coldplay, se revezava em apresentações. Até os bonecos dos Muppets apareceram.
"Quando falamos do que o mundo precisa, nada é mais importante do que educação", disse, em nota, o presidente da Fifa, Gianni Infantino. "Estamos orgulhosos por ter Justin Bieber se juntando a Madonna, Shakira e BTS como atrações principais do show do intervalo de 2026 da Fifa em apoio ao Fundo para Educação dos Cidadãos e à nossa missão de expandir o acesso à educação de qualidade e a oportunidades no futebol para crianças ao redor do mundo."













