Durante a final da Copa do Mundo do próximo mês, em Nova Jersey, torcedores de todo o planeta assistirão a um show de intervalo com Madonna, Shakira e o grupo de k-pop BTS. A apresentação também contará com personagens da Vila Sésamo e dos Muppets, em um espetáculo que o presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, definiu como uma "celebração do futebol, da união e da humanidade".

A programação reforça a influência crescente da cultura esportiva norte-americana sobre o futebol. Enquanto a Copa do Mundo levará elementos típicos dos esportes dos EUA para dentro dos estádios, o dinheiro de empresários do país já vem transformando o futebol europeu há mais de uma década, com bilhões de dólares em investimentos, uma audiência doméstica em crescimento e novos modelos de gestão.

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O avanço desses investimentos, porém, gera controvérsias. Críticos argumentam que a busca por lucro está alterando a essência do esporte e ampliando desequilíbrios competitivos. Apesar da entrada de investidores profissionais, os problemas financeiros dos clubes continuam longe de uma solução.

Segundo dados da CIES Sports Intelligence, norte-americanos controlam atualmente 117 clubes europeus, incluindo mais da metade dos times da Premier League, mais de um terço da Série A italiana e mais de um quarto da Ligue 1 da França.