Espetáculo nos EUA teve artistas como Madonna, BTS, Shakira e Justin Bieber 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A cantora americana Madonna (C) se apresenta com o jogador de futebol brasileiro Ronaldinho (E) e o ex-jogador de futebol brasileiro Ronaldo durante o show do intervalo da final da Copa do Mundo de 2026 — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você Puristas criticaram a iniciativa por alongar o intervalo em mais de doze minutos. No entanto, a organização evitou danos ao gramado e poupou os atletas de lesões. Com curadoria de Chris Martin, o espetáculo reuniu apresentações rápidas de diversos astros globais. O show priorizou mensagens de união e hits antigos para agradar ao público. Justin Bieber destoou do ritmo frenético ao apresentar uma canção recente e intimista. A performance trouxe um raro momento de tranquilidade ao caótico evento no MetLife Stadium. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Madonna. Justin Bieber. Os sete integrantes do BTS. Shakira e Burna Boy. Gustavo Dudamel. Jason Sudeikis caracterizado como Ted Lasso. Chris Martin. Ronaldo e Ronaldinho. Os Muppets mais musicais e todo o coral infantil da escola PS 22, de Staten Island. No primeiro show do intervalo de uma final de Copa do Mundo, o gramado do MetLife Stadium, em Nova Jersey, parecia mais lotado do que um bar de Buenos Aires durante a saída de bola de uma partida da seleção argentina. Ao longo de pouco mais de 11 minutos impecavelmente coreografados, tematicamente caóticos e cuidadosamente ágeis, estes artistas se esforçaram para justificar a existência de um show do intervalo que, a julgar pelos torcedores de futebol mais barulhentos, pouquíssima gente realmente queria. Os puristas encararam a iniciativa como mais uma concessão ao espetáculo à moda americana, assim como as pausas para publicidade do torneio, eufemisticamente chamadas de "intervalos para hidratação". Torcedores das duas seleções se preocupavam com o efeito que o tempo extra — que, no total, acrescentou cerca de 12 minutos e meio à partida — teria sobre a rotina dos jogadores durante o jogo. Até mesmo os fãs dos artistas principais ficaram intrigados, tentando imaginar como soaria uma colaboração entre um grupo tão diverso, tanto cultural quanto musicalmente. A boy band sul-coreana BTS se apresenta no intervalo da final da Copa do Mundo de Futebol de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: AFP Na verdade, não chegamos a descobrir isso: as apresentações eram tão episódicas que pareciam acontecer em universos paralelos. Assim como fizeram na partida de abertura do torneio, na Cidade do México, no mês passado, Shakira e Burna Boy apresentaram uma interpretação alegre e correta de "Dai Dai", a música-tema desta Copa do Mundo. Em um segmento que parecia ter sido pré-gravado e que desembocava em uma entrada ao vivo no gramado, Madonna deu início ao espetáculo com um vibrante remix de seu sucesso de 2000, "Music" (intercalado por discretas referências ao recém-lançado e surpreendentemente excelente álbum "Confessions II"), oferecendo ao show do intervalo, produzido pela Global Citizen, uma tese simples e praticamente incontestável: "A música une as pessoas." Com curadoria de Chris Martin, do Coldplay — a personificação viva do lema "só boas vibrações" —, o show enfatizou amor, união e a crença de que as crianças são o futuro, sentimentos com os quais dificilmente alguém discordaria. Artistas nos jogos dos Estados Unidos nessa Copa 1 de 6 Paris Hilton em Estados Unidos x Austrália, em Seattle, na Copa do Mundo — Foto: Emilee Chinn / Getty Images via AFP 2 de 6 Leonardo DiCaprio, de boné, aparece na transmissão de Estados Unidos x Paraguai na abertura da Copa do Mundo — Foto: Reprodução X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Sofia Vergara e Owen Wilson no jogo Estados Unidos x Paraguai na abertura da Copa do Mundo — Foto: Jamie Squire / Getty Images via AFP 4 de 6 Kareem Abdul-Jabbar na transmissão de Estados Unidos x Paraguai na Copa do Mundo — Foto: Reprodução X de 6 Publicidade 5 de 6 Bill Gates na estreia dos Estados Unidos na Copa do Mundo — Foto: Reprodução / TV Globo 6 de 6 Katy Perry e Justin Trudeau em Estados Unidos x Paraguai na Copa do Mundo — Foto: Reprodução / TV Globo X de 6 Publicidade Artistas nos jogos dos Estados Unidos nessa Copa Depois de um interlúdio leve e encantador em que Dudamel regeu integrantes da Filarmônica de Nova York, da Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, de sua Venezuela natal, e os Muppets em uma versão de "Seven Nation Army", o BTS surgiu em meio à multidão no gramado para interpretar, de forma impecável, porém previsível, seu sucesso em inglês de 2020 "Dynamite". Assim como Madonna, o BTS também lançou um novo álbum de sucesso este ano, o elegante e vigoroso "Arirang". Ainda assim, como Madonna, optou — ou talvez tenha sido convencido — a apresentar um hit mais antigo e amplamente conhecido, em sintonia com a tentativa do show de agradar a um público tão amplo e diverso com o mínimo possível de atritos. Curiosamente, o único artista a fazer o oposto foi Justin Bieber, que demonstrou certa independência ao escolher uma música mais recente, que nem sequer havia sido lançada como single oficial (embora tenha viralizado recentemente): "Everything Hallelujah", uma faixa de R&B com influências gospel presente em "Swag II", o segundo de seus dois álbuns lançados em 2025. Apresentado pelo próprio Ted Lasso e empunhando um violão, Bieber fez uma performance simples e delicadamente interpretada. Sem dúvida, foi uma queda de intensidade em meio ao ritmo frenético do espetáculo, mas também representou um bem-vindo momento de recolhimento e tranquilidade em meio ao caos densamente povoado. Assim como fez no Grammy deste ano e, mais recentemente, em seu show como atração principal do Coachella, Bieber continua se reapresentando como um artista capaz de criar uma intimidade quase mágica em ambientes onde ela normalmente não existe. O cantor canadense Justin Bieber se apresenta durante o show do intervalo da final da Copa do Mundo de futebol de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: AFP Exceto pelo corte repentino para Animal — o Muppet músico eternamente desgovernado — reproduzindo a icônica batida de Meg White em sua bateria, talvez esse tenha sido o único momento capaz de romper a coreografia cuidadosamente planejada e permanecer na memória daqui a quatro anos, quando a FIFA decidirá se vale a pena repetir algo parecido em 2030. No fim das contas, o show do intervalo evitou o desastre: o gramado aparentemente foi preservado, os jogadores sobreviveram ao longo período de resfriamento muscular e nenhum dos artistas passou vergonha. Mas tudo foi executado de maneira tão impecável e condensada que a impressão final foi a de um espetáculo excessivamente abarrotado e sem fôlego. Arrisco dizer que teria se beneficiado de uma pausa para hidratação.
'Abarrotado', 'sem fôlego': crítica do NYT avalia primeiro show num intervalo de Copa do Mundo
Espetáculo nos EUA teve artistas como Madonna, BTS, Shakira e Justin Bieber















