Depois de impasse que gerou tensão política, Tamás Sulyok, aliado de Viktor Orbán, concordou em assinar reforma constitucional que o destitui 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Hungria, Tamás Sulyok, em solenidade realizada em Budapeste — Foto: AFP/Attila Kisbenedek RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/07/2026 - 11:23 Presidente húngaro sanciona emenda que encerra seu mandato em meio a tensões políticas O presidente húngaro Tamás Sulyok, aliado de Viktor Orbán, concordou em sancionar uma emenda constitucional que encerra seu mandato, após aprovação do parlamento. A medida, parte de um esforço do primeiro-ministro Péter Magyar para limitar o controle de Orbán e seus aliados, gerou tensão política e deu a Sulyok cinco dias para a sanção, sob risco de impeachment. A reforma visa evitar a perpetuação de líderes no poder. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente húngaro, Tamás Sulyok, aliado do ex-líder nacionalista Viktor Orbán, declarou no sábado que sancionará a emenda constitucional aprovada no início desta semana, que põe fim a seu mandato. "De acordo com a atual Lei Fundamental (constituição do país), não tenho mecanismo constitucional para contestar esta emenda que, embora enfraqueça princípios constitucionais, foi aprovada pela Assembleia Nacional, órgão competente para emendar a Constituição por meio de procedimentos legais", declarou. "Cumprirei minha obrigação perante a Lei Fundamental após ponderar cuidadosamente minhas opções legais e minha consciência", explicou Sulyok em um vídeo publicado no Facebook. Os parlamentares húngaros aprovaram a emenda na segunda-feira como parte de um esforço do primeiro-ministro conservador pró-europeu, Péter Magyar, para reduzir o controle que o deposto Orbán e seus aliados mantêm sobre o país. Segundo a BBC, a aprovação do dispositivo gerou tensão nesta semana porque foi dado a Sulyok o praso de cinco dias para sancioná-lo, caso contrário enfrentaria um processo de impeachment. Em discursos ao longo desta semana, o atual presidente vinha se mostrando relutante em aceitar a decisão do parlamento, questionando a legitimidade de uma emenda constitucional para remover um chefe de estado. Uma vez assinado o documento, que cita explicitamente uma "grave perda de confiança" da sociedade no presidente, espera-se que Sulyok deixe o cargo na meia-noite de domingo para segunda-feira. A reforma aprovada pelos parlamentares húngaros, segundo Magyar, tem como objetivo alterar dispositivos que permitem a líderes políticos se perpetuarem no poder. Parte dos trechos alterados incluem regras que permitiram a Orbám se manter no cargo por 16 anos antes de seu sucessor. Com agências internacionais