PUBLICIDADE Mykhailo Fedorov, defensor do uso de drones e de uma reforma das Forças Armadas, foi demitido no início desta semana durante uma controversa reforma ministerial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Manifestantes segura cartaz onde se lê 'Não há feriados no front' durante protesto contra demissão do ministro da Defesa pelo governo de Zelensky — Foto: TETIANA DZHAFAROVA/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/07/2026 - 17:37 Protestos na Ucrânia: Crise e mudanças após demissão de Fedorov Protestos na Ucrânia chegam ao terceiro dia após a demissão de Mykhailo Fedorov, ex-ministro da Defesa e defensor de drones e reformas nas Forças Armadas. O presidente Volodymyr Zelensky sugere possíveis mudanças no Exército, em meio a tensões com o comandante Oleksandr Syrsky. Fedorov, em desacordo com Syrsky, criticou a lentidão burocrática e questionou a capacidade de vencer a Rússia sob a atual liderança militar. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deu a entender neste sábado que poderá promover mudanças no Exército, enquanto raros protestos em tempos de guerra, motivados pela destituição de um popular ministro da Defesa, sacudiram o país pelo terceiro dia consecutivo. Mykhailo Fedorov, de 35 anos, ministro conhecido por seu domínio da tecnologia e por defender o uso de drones e a reforma das Forças Armadas, foi demitido no início desta semana durante uma controversa reforma ministerial promovida por Zelensky. Veja fotos de uma das maiores ofensivas aéreas da Ucrânia contra a Rússia desde o início da guerra 1 de 10 Fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP 2 de 10 Fumaça toma os céus de Moscou durante bombardeio ucraniano nesta quinta-feira — Foto: AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Pessoas caminham em um parque enquanto fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP 4 de 10 Fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Mulher caminha do lado de fora de um shopping center enquanto fumaça preta sobe da área da refinaria de petróleo da Gazprom Neft, produtora russa, nos arredores de Moscou — Foto: AFP 6 de 10 Fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Pessoas são vistas do lado de fora de um shopping enquanto fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP 8 de 10 Um homem tira fotos de uma ponte sobre o rio Moskva enquanto fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Uma mulher caminha em uma localidade residencial enquanto a fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP 10 de 10 Fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP X de 10 Publicidade Série de ataques ucranianos contou com mais de 500 drones As manifestações ocorreram enquanto o presidente realizava dois dias de reuniões com os principais comandantes militares, em meio a especulações da imprensa de que ele poderia estar buscando um substituto para o comandante do Exército, Oleksandr Syrsky. — Houve muitas consultas ontem e hoje. É claro que ouço o que as pessoas estão dizendo — afirmou Zelensky em um pronunciamento noturno, acrescentando que conversou tanto com Syrsky quanto com Fedorov. — As decisões relacionadas ao Exército serão elaboradas. Em Kiev, um repórter da AFP viu manifestantes aplaudindo e batendo em cartazes de papelão que se tornaram um símbolo dos protestos antigovernamentais do verão passado, enquanto gritavam "vergonha" e "Fedorov". Em sua primeira reação aos protestos, Fedorov escreveu no Telegram: "Agradeço pela esperança." "Há diálogo. Acredito que tudo dará certo", acrescentou. Ataques na Ucrânia deixam catedral de Kiev em chamas; 11 pessoas morreram Protestos em outras cidades Também foram anunciados protestos em outras grandes cidades ucranianas, segundo os organizadores. Os manifestantes também pediram a renúncia de Syrsky, que, segundo relatos, teria exigido a demissão de Fedorov após ambos entrarem em conflito sobre a forma de enfrentar a invasão russa. Durante seus pouco menos de seis meses no cargo, Fedorov entrou repetidamente em desacordo com Syrsky, de 60 anos, ao tentar digitalizar e modernizar um Exército desgastado por quatro anos e meio de combates. Um dia após ser afastado, Fedorov realizou, na quinta-feira, uma coletiva de imprensa extraordinária na qual acusou o comandante de dividir o país. Ele criticou a lentidão da burocracia e a falta de flexibilidade, questionando se a Ucrânia seria capaz de derrotar a Rússia com Syrsky à frente do Exército. Após as acusações de Fedorov, Syrsky, que comandou a defesa de Kiev nos primeiros meses decisivos da invasão de 2022, pediu que o foco permanecesse "na guerra e em uma estratégia eficaz que atualmente está produzindo resultados concretos". A turbulência política ocorre em um momento em que a Ucrânia parece ter estabilizado a linha de frente, enquanto seus ataques de longo alcance começam a afetar o cotidiano dentro da Rússia.