Os protestos de rua contra Volodimir Zelenski entraram nesta terça-feira (21) em seu sexto dia. A pressão dos manifestantes deve levar o presidente ucraniano a substituir seu impopular comandante das Forças Armadas, Oleskandr Sirskii.
A crise começou na quinta passada (16), quando os raros protestos em um país em guerra desde a invasão russa de 2022 irromperam em grandes cidades, Kiev à frente.
Eles pediam a volta ao cargo de Mikhailo Fedorov, o popular ministro da Defesa a quem se atribui crédito pela campanha de ataques com drones e mísseis que gerou uma crise no abastecimento de combustível na Rússia, pressionando Vladimir Putin.
Zelenski havia demitido Fedorov por dois motivos aparentes: a ascensão política do jovem de 35 anos, algo que poderia lhe fazer sombra, e principalmente a rixa entre Fedorov e Sirskii. O comandante é visto como um representante da mentalidade militar da Ucrânia soviética, favorecendo táticas com alto custo de pessoal e uma meritocracia baseada em lealdade.
Na noite de segunda (20), o presidente disse em seu usual pronunciamento noturno que havia conversado sobre a situação com outros chefes militares, e citou especificamente o comandante das Forças Conjuntas, Mikhailo Drapatii, o líder das Forças Aerotransportadas, Oleh Apostol, e o número 2 do Estado-Maior, Volodimir Horbatiuk.






