Temos ampla evidência da grande vantagem da educação integral no Brasil sobre o ensino regular.

A Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina, por exemplo, ofertou o Ensino Médio em Tempo Integral (Emiti) a partir de uma metodologia do Instituto Ayrton Senna em 2018 e 2019, e a iniciativa foi avaliada com método padrão ouro. Os resultados são surpreendentes: em dois anos foram 16 pontos a mais na escala Saeb em matemática em relação ao ensino regular, mais do que o triplo visto no estado naquele momento.

Estudos sobre o modelo de integral de Pernambuco também encontraram resultados positivos. Importante ressaltar que essas avaliações experimentais foram feitas até 2020, em cenários de poucas matrículas.

De acordo com o Ministério da Educação, o ensino integral em 2024 contemplou 22,9% das matrículas no país. O novo Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece a meta de atender 50% até 2036. O Brasil escolheu mais do que dobrar os estudantes nessa modalidade na próxima década.

A partir da vantagem identificada cientificamente até 2019, tudo indica que foi uma decisão acertada para o nosso futuro. Talvez nos falte um plano para conhecer os resultados no futuro: quais serão os sistemas de monitoramento e de avaliação sobre os resultados dessa decisão ao longo dos anos até 2036?