Um após o outro, os primeiros-ministros recentes do Reino Unido prometeram revitalizar a economia do país. Um após o outro, o crescimento prometido lhes escapou.
Andy Burnham, que deve se tornar formalmente o mais novo primeiro-ministro na segunda-feira (20), chegou com sua própria versão dessa promessa: "Bom crescimento em cada código postal britânico".
Seu plano? Transferir poder para autoridades locais para que possam tomar suas próprias decisões econômicas. Burnham prometeu promover "a maior mudança em nossas vidas na forma como o país é governado".Burnham não revelou os detalhes de sua agenda econômica. Mas suas prioridades estão emergindo em seus discursos e nas recomendações de assessores. O New York Times conversou com cinco economistas e estrategistas políticos que estão desempenhando um papel na formulação da visão econômica de Burnham, vários dos quais falaram sob condição de anonimato para discutir abertamente políticas que ainda não eram definitivas.
Junto com a chamada devolução de poder, Burnham disse que colocará mais serviços públicos e concessionárias sob controle público, enquanto enfrenta rapidamente o alto custo de vida.
Mas Burnham enfrentará os mesmos desafios econômicos que acometeram seus antecessores: um pesado fardo de dívida pública, inflação persistentemente alta e baixo crescimento de produtividade. Esses problemas são agravados pelos legados inevitáveis da decisão do país, há uma década, de deixar a União Europeia, que tem prejudicado a economia, e anos de investimento público insuficiente. Consumidores nervosos estão poupando muito, em vez de gastar.Burnham enfrenta problemas econômicos formidáveis, mas no centro deles está o crescimento estagnado.












