Andy Burnham se prepara para assumir o comando do Reino Unido e vai suceder Keir Starmer, que permaneceu pouco mais de dois anos no cargo, o período mais curto para um primeiro-ministro trabalhista desde 1924.
Após enfrentar forte oposição política nos últimos meses, inclusive dentro do próprio partido, Burnham tentará reorganizar o governo. Prefeito da Grande Manchester por nove anos, o chamado “rei do Norte” precisará formar rapidamente uma equipe que será cobrada pelos britânicos em relação aos temas mais urgentes.
Burnham tem insistido na “necessidade de descentralização, no controle público da economia, na proteção social e na reindustrialização, ou seja, em grandes temas que ainda precisam ser detalhados de forma concreta”, explica Aurélien Antoine, professor universitário e especialista em instituições britânicas.
Essas questões são relevantes diante da situação econômica enfrentada pelo país há mais de seis anos. A pandemia de Covid-19, ocorrida em meio ao Brexit, já havia abalado a economia britânica. A invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, provocou uma disparada da inflação. Ela atingiu 11% em outubro daquele ano, o maior patamar em quatro décadas. Embora tenha recuado desde então, a inflação ainda estava em torno de 2,8% em maio de 2026.













