A retomada da guerra no Irã levou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a adiar o fim da subvenção de R$ 1,12 por litro sobre as vendas de óleo diesel. O Ministério da Fazenda poderia interromper o incentivo ou alterar o valor para agosto, mas decidiu manter o programa como está.
A subvenção foi criada no fim de maio, em substituição a outro modelo de ajuda para conter os preços, e tem vigência até dezembro deste ano. Mas a MP (medida provisória) que a criou permite à Fazenda alterar as condições a cada período de dois meses, desde que avise os beneficiados com 15 dias de antecedência.
O prazo da primeira janela de revisão vence nesta sexta-feira (17), e uma fonte do governo ouvida pela Folha disse que a intenção é manter o valor para os próximos dois meses. Ainda assim, caso haja alívio nos preços, a equipe econômica vê possibilidade de mudança antes do fim desse prazo, respeitando o período mínimo de 15 dias de aviso.
O Ministério da Fazenda havia anunciado o desejo de reduzir gradativamente os subsídios criados para minimizar impactos da guerra sobre o bolso dos brasileiros. No fim de junho, retirou um benefício de R$ 0,35 por litro sobre o diesel.
A pasta argumentou na época que a queda nos preços do petróleo não só reduzia a necessidade de mecanismos para amortecer o choque, mas também afetava a arrecadação federal com royalties, que estavam sendo direcionados para cobrir a fatura das subvenções.










