O governo Lula (PT) começou a retirar neste mês subvenções a combustíveis dadas por causa da guerra no Irã e pretendia remover em breve outros subsídios. Mas uma possível nova escalada do conflito, no embalo de afirmações de Donald Trump, deixa agora uma interrogação no ar. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a equipe econômica está em “estado de alerta”.

“A declaração de hoje mostra que a gente não pode abaixar guarda, que nós temos que seguir atentos no monitoramento diário de qual é o impacto da guerra na vida das pessoas no Brasil”, disse Durigan a CartaCapital nesta quarta-feira 8. “A avaliação sobre a retirada dos próximos subsídios será feita pari passu com a situação da guerra. Quando a gente vê um recrudescimento, quando a gente vê uma piora na situação da guerra, isso nos alerta, porque vamos fazer a dosagem da retirada do subsídio ou não a depender da situação.”

Pouco antes da entrevista no gabinete do ministro, Trump havia declarado na Turquia, às margens de uma reunião da Otan, que o cessar-fogo com o Irã “acabou” e que o país persa será atacado “com força”. A cotação internacional do petróleo disparou. No início do dia, o barril custava perto de 70 dólares. Após a manifestação trumpista, aproximou-se de 80 dólares.