0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Trump diz que acordo com o Irã está 'encerrado' enquanto ataques no Golfo voltam a atingir navios; vídeos mostram explosõe — Foto: Redes sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 10:10 Tensões EUA-Irã podem adiar fim de subsídios a combustíveis no Brasil O aumento das tensões entre EUA e Irã pode adiar a retirada dos subsídios aos combustíveis, conforme avaliado por Helder Queiroz, ex-diretor da ANP. A declaração de Trump sobre o fim do cessar-fogo fez o petróleo subir mais de 6%, elevando a volatilidade do mercado. Tal cenário pode manter os preços elevados, com incertezas sobre o retorno do barril aos US$ 100, segundo especialistas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo pode colocar em compasso de espera o processo de retirada dos subsídios aos combustíveis, iniciado há uma semana, caso se confirme uma nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, após declaração de Donald Trump de fim do cessar-fogo. A avaliação é de Helder Queiroz, professor e pesquisador do Grupo de Economia da Energia da UFRJ e ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP). 'É preciso pelo menos 48h para entender se de fato o cessar-fogo com Irã acabou, como diz Trump', analisa professorEfeito Trump: Petróleo salta mais de 6% após Trump dizer que cessar-fogo com Irã acabou; Bolsas globais caem — O anúncio da retirada dos subsídios partia da premissa de uma distensão do conflito e da tendência de queda observada nas últimas duas semanas, quando o barril voltou a ser negociado no patamar anterior ao início da guerra. Se esse cenário se reverter e a alta dos preços persistir, acredito que o governo poderá colocar em compasso de espera a retirada dos subsídios — afirma. Queiroz ressalta, no entanto, que ainda é cedo para afirmar se o petróleo voltará a romper a barreira dos US$ 100 por barril, como ocorreu no auge da crise no Golfo Pérsico. Após a cotação cair para o patamar de US$ 70, o mesmo em que se encontrava antes do início dos ataques americanos ao Irã, para ele, o cenário, neste momento, é de aumento da volatilidade. — Ainda é preciso aguardar. Mas as fontes de incerteza que moldam as expectativas do mercado de petróleo voltaram à cena. Nos próximos dias, podemos assistir a um movimento de alta acompanhado de forte volatilidade. Pedro Rodrigues, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), afirma que as sucessivas mudanças de discurso do presidente Donald Trump em relação ao conflito com o Irã aumentaram significativamente a incerteza no mercado e podem levar a cotação do petróleo a ser mantida em um patamar mais elevado por mais tempo. — Contei umas oito vezes em que Trump mudou de posição: anuncia um cessar-fogo, depois fala em fechar o Estreito de Ormuz, em seguida recua. Essa volatilidade pode voltar com o fim do cessar-fogo anunciado por ele. Ainda é tudo muito recente, mas essas idas e vindas estão se tornando cada vez mais frequentes. O risco é que o mercado deixe de precificar rapidamente uma queda do petróleo a cada anúncio de arrefecimento do conflito e passe a manter os preços elevados, porque entende que a possibilidade de um novo confronto continua presente — diz Rodrigues. E acrescenta: — O barril vai voltar a bater os US$ 100? Essa é a resposta de um milhão.
Escalada do conflito no Irã pode colocar em compasso de espera retirada de subsídios aos combustíveis, diz ex-diretor da ANP
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