“Virgínia mordida”, de Jeovanna Vieira, é uma narrativa sobre a dor de se morrer em vida e de renascer — Foto: Cris Bierrenbach A literatura brasileira vive um momento revigorante. São tantos autores novos que não consigo dar conta de tudo e, muitas vezes, demoro para ler alguns dos livros mais badalados. Então, foi com dois anos de atraso que li “Virgínia mordida” (Companhia das Letras), romance de estreia de Jeovanna Vieira, que se revelou uma grata surpresa. A narrativa é ágil, prende do início ao fim; tem um frescor incomum, uma linguagem que parece falada nas ruas ao mesmo tempo em que é construída com muito rigor. Uma literatura explosiva, eu diria. Tive a sensação de estar diante de um texto que se construía e explodia a um só tempo, jogando faíscas para todos os lados.

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