Além disso, o tarifaço poderá redirecionar compras externas americanas que antes eram realizadas no Brasil para fornecedores chineses sem contribuir para melhoria da competitividade, segundo a Abiquim A aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos químicos produzidos no Brasil e exportados aos Estados Unidos representa um custo adicional potencial de US$ 66 milhões até o fim do ano, ou US$ 133 milhões em termos anualizados, segundo cálculo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), com base em operações realizadas entre 2024 e o primeiro semestre de 2026. Além disso, o tarifaço poderá redirecionar compras externas americanas que antes eram realizadas no Brasil para fornecedores chineses, na leitura da entidade, sem contribuir para melhoria da competitividade. O setor aponta ainda que parte dos produtos químicos que estão sujeitos às novas tarifas atende a segmentos em que não há produção suficiente nos Estados Unidos, o que tende a elevar custos para a indústria americana. Em 2025, segundo dados da Abiquim, os Estados Unidos exportaram aproximadamente US$ 11,5 bilhões em produtos químicos para o Brasil e importaram US$ 2,1 bilhões do país, com superávit comercial superior a US$ 9 bilhões. “Se há algum desequilíbrio nessa relação, ele é favorável aos Estados Unidos, e não ao Brasil”, diz em nota o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro. Conforme a entidade, 42% dos códigos tarifários do setor que são embarcados ao mercado americano, e respondem por parcela significativa do valor exportado, foram contemplados na lista de isenções. Do total de 1.177 códigos, 58% (684) permanecem sujeitos à nova tarifa. Os segmentos mais expostos, neste caso, são os de tintas e vernizes, fibras têxteis e sabões, detergentes e perfumaria, seguidos de químicos orgânicos e resinas e elastômeros. Em número de itens da pauta exportadora, portanto, a sobretaxa incidirá sobre a maioria dos produtos. Em valor, informa a Abiquim, as isenções abrangem entre 64% e 71% das vendas brasileiras ao mercado americano, que estão concentradas em alumina calcinada, silício, hidróxido de alumínio e óxido de nióbio, entre outros itens. Segundo o presidente-executivo da entidade, a “imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica do comércio bilateral e tende a gerar custos e ineficiências para cadeias produtivas integradas nos dois países”. “A Abiquim continuará defendendo soluções negociadas que preservem a competitividade, os investimentos e a previsibilidade das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos”, afirma. — Foto: Pixabay
Nova tarifa representa custo adicional potencial de US$ 133 milhões ao ano, diz setor de produtos químicos
Além disso, o tarifaço poderá redirecionar compras externas americanas que antes eram realizadas no Brasil para fornecedores chineses sem contribuir para melhoria da competitividade, segundo a Abiquim
















