Onde tem mais evangélicos? Brasil ou Estados Unidos? No Chama o Nery desta semana, o colunista do Estadão Pedro Fernando Nery responde a essa pergunta e vai além ao tratar de uma discussão relacionada à questão religiosa que despontou no debate sobre a eliminação do Brasil na Copa do Mundo. Para alguns, a explicação para o declínio da seleção brasileira seria a presença majoritária de evangélicos entre os jogadores e uma participação crescente do protestantismo no País.“Esse argumento é um pouco anedótico, é a ideia de que o futebol brasileiro foi perdendo ginga, ficando mais individualista e menos coletivista”, diz.Os evangélicos estão chegando perto de ser 30% da população brasileira Foto: Fabio Motta/EstadãoPUBLICIDADEO Brasil observou nas últimas décadas um crescimento forte da população evangélica, “ainda que de denominação diferente daquela dos Estados Unidos ou da do norte europeu”. Segundo o censo mais recente, cerca de 26% da população do Brasil é evangélica, enquanto os Estados Unidos têm algo mais próximo de 50%, compara. O colunista observa que a população evangélica no Brasil está chegando perto da fatia de 30% e vale lembrar livro de Malcolm Gladwell. No best-seller, o jornalista discute o que ele chama de regra do terço, a ideia de que, quando um grupo passa a formar cerca de 30% de uma população, ela começa a mudar.Publicidade“A pessoa passa a se sentir mais encorajada quando faz parte de um grupo maior e esse grupo passa a ter uma influência maior na sociedade”, acrescenta. “Então, pode ser que a gente esteja observando não só um crescimento da participação de evangélicos, mas também um crescimento da sua própria influência.”