Federação ressalta que EUA são principal mercado para produtos industriais brasileiros são os EUA 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A sede da Fiesp em São Paulo — Foto: Edilson Dantas/ O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 10:33 Fiesp responsabiliza governo Lula por sobretaxa dos EUA em exportações brasileiras A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) responsabiliza o governo Lula pela sobretaxa de 25% imposta pelos EUA a exportações brasileiras, apontando "ruídos diplomáticos e críticas personalistas" como causas. A medida afeta a competitividade da indústria nacional. Fiesp defende uma abordagem técnica nas relações com os EUA e busca reverter a decisão, enquanto outras entidades também expressam preocupação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) atribuiu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade pela decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras. Em nota divulgada nesta quinta-feira, a entidade afirmou que "ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington" comprometeram a relação bilateral e contribuíram para a adoção da medida. Segundo a Fiesp, a sobretaxa é especialmente prejudicial por atingir apenas o Brasil, reduzindo a competitividade da indústria nacional em relação a concorrentes internacionais. A entidade também avaliou que a retaliação comercial poderia ter sido evitada por meio de uma condução "técnica e pragmática" das relações com os EUA, estratégia que diz ter defendido durante as audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) e em outras oportunidades ao longo do último ano. Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a nova tarifa agrava um cenário já desafiador para a indústria brasileira. "O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo "pedágio" imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros mais elevadas do mundo, entre outros desafios", diz Skaff em nota. A entidade informou que ainda continuará atuando junto a parceiros e autoridades americanas para tentar reverter a sobretaxa ou ampliar a lista de produtos contemplados por eventuais isenções. Além da Fiesp, outras entidades representativas de setores afetados pela nova taxação também se manifestaram após a decisão do governo de Donald Trump. Mais cedo, em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou acompanhar a medida com preocupação e avaliou que a sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações brasileiras.