Em documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira, Brasil apresentou argumentos para tentar evitar taxaçãod e 25% dos produtos brasileiros 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mauro Vieira, Ministro das Relações Exteriores do Brasil em entrevista exclusiva ao Globo — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 20:01 Governo Lula critica proposta dos EUA de taxar produtos brasileiros em 25% O governo Lula contestou a proposta dos EUA de taxar em 25% os produtos brasileiros, argumentando que tal medida é um "remédio inapropriado" e que o Pix, ao contrário do que alegam, não exclui empresas estrangeiras, mas sim amplia o mercado. Em documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil defende que as sanções são irracionais e prejudiciais aos interesses comerciais dos EUA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em resposta às conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que propôs sanções comerciais ao Brasil, o governo brasileiro afirmou que o tarifaço é "remédio inapropriado" e que o Pix ampliou o mercado e favoreceu a inclusão bancária, além de não discriminar empresas americanas. Os argumentos foram apresentados na investigação aberta pela gestão de Donald Trump com amparo na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Em um documento de 29 páginas, assinadas pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil afirma que a tarifa de 25% sobre importações brasileiras, propostas pelo USTR, seria "está desconectada do objetivo de eliminar as condutas questionadas e imporia custos substanciais aos interesses comerciais dos EUA". O documento diz ainda que oo arcabouço legal do Pix, uma das justificativas dos EUA para impor as sanções, trata igualmente entidades nacionais e estrangeiras. "O arcabouço legal é neutro e aplica-se igualmente a entidades domésticas e estrangeiras. Longe de excluir firmas estrangeiras, o Pix ampliou o mercado e criou novos pontos de entrada para provedores privados, incluindo empresas dos EUA como Google Pay e Visa", diz o governo brasileiro. O governo brasilero alega ainda que que a Seção 301 não autoriza o USTR a impor sanções comerciais a um país soberano apenas por discordãncia política, argumentando que o ato do USTR é "irracional" e "onera ou restringe" o comércio dos Estados Unidos. "Como tal, o governo do Brasil solicita que o USTR se abstenha de impor medidas unilaterais como resultado desta investigação", afirmou Vieira. O Brasil rebate outras conclusões do USTR e argumenta que o país mantém um regime anticorrupção abrangente ancorado em leis domésticas e compromissos internacionais, desde 2013. Lembra ainda que o Brasil também assumiu compromissos anticorrupção específicos no contexto bilateral com os EUA. O documento ainda cita ações de combate ao desmatamento, como o reforço do orçamento para atividades de fiscalização contra fraudes no setor de madeira e créditos florestais. Sobre o mecado de etanol, um dos mais relevantes para a economia americana, o Brasil alegou que a tarifa do produto do Brasil é aplicada com base na Nação Mais Favorecida (NMF) e permanece abaixo da taxa consolidada da OMC, sem discriminar os EUA.
Governo Lula diz aos EUA que tarifaço é 'remédio inapropriado' e que Pix não exclui empresas estrangeiras
Em documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira, Brasil apresentou argumentos para tentar evitar taxaçãod e 25% dos produtos brasileiros











