Estudo identifica metal incorporado à pirita em fontes hidrotermais e registra o maior teor já medido nesse tipo de depósito submarino 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Robô submarino operado remotamente coleta amostras de rochas em uma fonte hidrotermal na caldeira de Higashi-Aogashima, no sul do Japão, onde pesquisadores identificaram concentrações recordes de ouro incorporado à pirita — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 10:03 Estudo Descobre Concentração Recorde de Ouro em Pirita no Japão Um estudo revelou a maior concentração de ouro já registrada em pirita, um mineral conhecido como "ouro de tolo", no fundo do mar do Japão. Utilizando espectrometria de massa de íons secundários, pesquisadores detectaram até 1,9% de ouro em peso na pirita, dentro da caldeira submarina de Higashi-Aogashima. O ouro, em estado "invisível", não forma partículas isoladas, indicando o papel da pirita como reservatório. O estudo, publicado na Scientific Reports, avança na compreensão dos processos geológicos de formação de depósitos de ouro em ambientes vulcânicos submarinos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Pesquisadores identificaram a maior concentração já registrada de ouro em pirita, um sulfeto de ferro conhecido como "ouro de tolo", em amostras coletadas de fontes hidrotermais no fundo do mar do Japão. Os resultados foram publicados na revista científica Scientific Reports e ajudam a explicar como o metal precioso se concentra em depósitos minerais submarinos. As amostras analisadas foram retiradas da caldeira submarina de Higashi-Aogashima, um complexo vulcânico localizado a cerca de 360 quilômetros ao sul de Tóquio, entre 700 e 750 metros de profundidade. O material havia sido coletado em 2015 por veículos submarinos operados remotamente durante expedições de pesquisa. O ouro encontrado não forma pepitas nem partículas visíveis. Ele está incorporado à estrutura cristalina da pirita em concentrações extremamente pequenas, condição conhecida pelos geólogos como "ouro invisível". Para identificá-lo, a equipe utilizou espectrometria de massa de íons secundários (SIMS), técnica capaz de detectar elementos em escala microscópica. As análises apontaram concentrações de até 1,9% em peso da pirita, valor considerado pelos autores o mais elevado já observado nesse tipo de depósito hidrotermal. As maiores concentrações foram registradas no campo hidrotermal Central Cone Site, um dos três sistemas ativos existentes na caldeira. Os pesquisadores verificaram que o ouro está distribuído diretamente na estrutura cristalina do mineral, e não na forma de nanopartículas. A conclusão foi obtida porque nenhuma partícula isolada do metal foi encontrada nas amostras analisadas. Segundo o estudo, isso indica que a pirita funciona como o principal reservatório de ouro nesses depósitos. Além da concentração recorde, os cientistas observaram que a pirita continha quantidades de ouro superiores às encontradas nas rochas ao redor, reforçando a hipótese de que o mineral concentra o metal durante a formação das fontes hidrotermais. Os autores afirmam que os resultados ajudam a compreender os processos geológicos responsáveis pela formação de depósitos de ouro associados à atividade vulcânica submarina. Segundo o estudo, esse conhecimento pode contribuir para futuras pesquisas sobre recursos minerais em águas profundas e sobre os mecanismos químicos que controlam o transporte e a deposição do ouro nesses ambientes. Os pesquisadores também observam que a região estudada é relativamente rasa quando comparada a outros depósitos hidrotermais ricos em ouro conhecidos no Japão, característica que poderá ser considerada em estudos futuros sobre o potencial desses sistemas minerais. O trabalho, porém, não avalia a viabilidade econômica da extração nem propõe a exploração da área.