Tem uma coisa que está preocupando os italianos: "É um queijo com mais de 800 anos, e não queremos ser os últimos a ter a possibilidade de tirar proveito dele", diz Paolo Ganzerli, do Grupo alimentício Granterre. Ele está falando do Parmigiano Reggiano, considerado o "rei dos queijos". E que no Brasil chamamos de parmesão.
O calor extremo tem se tornado um dos grandes inimigos da produção do autêntico Parmigiano Reggiano, permitida apenas em lugares específicos da Itália.
As vacas devem ser alimentadas exclusivamente com grama e feno cultivados nesses locais. Mas, sem chuva, a grama não cresce, afetando a produção de feno.
"Conceitualmente, se o clima mudar e não for mais possível cultivar forragem aqui, não será mais possível produzir Parmigiano Reggiano. O DNA do Parmigiano Reggiano reside nesses fenos, que contêm bactérias benéficas que se desenvolvem apenas nesta região. Uma vez que passam para o leite e, posteriormente, para o queijo, são elas que conferem ao Parmigiano Reggiano a sua identidade", afirma Nicola Bertinelli, presidente do Consórcio Parmigiano Reggiano.
Além disso, quando fica muito quente, as vacas passam mais tempo deitadas, comem menos e produzem até 10% menos leite. E o problema não é nem só a quantidade.











