Região seria utilizada por empresário libanês apontado como chefe da quadrilha; ele foi preso na Operação Hawala 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O libanês Reda Zayoun é preso em Foz do Iguaçu — Foto: Divulgação / Polícia Civil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 11:22 Operação Hawala desarticula esquema de lavagem na Tríplice Fronteira A Tríplice Fronteira foi usada para contrabando em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a facções criminosas do Rio e SP, desarticulado pela Operação Hawala. Reda Zayoun, empresário libanês preso em Foz do Iguaçu, liderava o esquema, utilizando a região para contrabandear produtos. A investigação identificou movimentações financeiras suspeitas, e há suspeita de conexão com terrorismo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O empresário do ramo de celular apontado como chefe de um esquema que lavava dinheiro para facções criminosas no Rio e em São Paulo foi preso em Foz do Iguaçu na manhã desta quarta-feira, durante a realização da Operação Hawala. De acordo com a polícia, o libanês Reda Zayoun usava a Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina, para contrabandear os produtos que alimentavam a organização criminosa. — A Tríplice Fronteira é uma região considerada pelo governo americano como de atuação de grupos terroristas, principalmente para lavagem de dinheiro. É uma região muito sensível também porque, notoriamente, é uma porta de entradas para armas, munição e drogas, além de produtos de contrabando. Então, a atuação desse grupo nessa região nos chamou a atenção por ser uma região monitorada, ser uma região sensível e com forte vínculo com organizações criminosas atuantes no Brasil — explicou o delegado Pedro Brasil, titular da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), uma das responsáveis pela investigação Reda é irmão de Kassem Zayoun e Yasser Zayoun, também integrantes do esquema e detidos em São Paulo, onde os três moram. A lavagem de dinheiro, que beneficiava o Terceiro Comando Puro (TCP), o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), ocorria, principalmente, por meio de lojas de equipamentos de celulares e peças para esses aparelhos, embora houvesse a existência de outros ramos. — Havia a inserção de valores através de diferentes facções e esse dinheiro era utilizado para comprar, no exterior, peças e acessórios, que eram vendidos como se legais fossem. Eles declaravam esses valores como sendo provenientes de lucro das vendas. Além disso, foram identificados diversos depósitos fracionados, para tentar enganar a Receita Federal, e pulverização do patrimônio para dificultar a investigação financeira — explicou o delegado. Os dez mandados de prisão foram todos cumpridos pela manhã. Foram quatro detenções na cidade do Rio, uma em Nova Friburgo, uma em Foz do Iguaçu, no Paraná, e uma em São Paulo. Entre os presos no Rio, estão Thierry Martins Lourenço Ribeiro, último a chegar à Cidade da Polícia, por volta das 8h30, e Bárbara Luzia Souza de Carvalho. Esta última foi encontrada nas proximidades do Morro São Carlos, na região central da capital fluminense. — A Bárbara é proprietária de uma loja de celulares, onde foi detectada uma movimentação financeira muito grande, de mais de R$ 47 milhões num curto espaço de tempo e não compatível com o porte do seu comércio. Ele chegou a declarar renda de R$ 880 por mês e já foi beneficiária de programas sociais. Então, essa movimentação é incompatível com o patrimônio declarado. Já o Thierry é o contador do esquema. Ele fez toda a manobra financeira para dar aparência lícita a um ativo ilícito — detalhou Pedro Brasil. Entre os materiais apreendidos na operação desta quarta-feira, estão celulares, tablets, notebooks e automóveis. Outros itens encontrados apontam para outra vertente da quadrilha, até então não identificada pela investigação: o contrabando de cigarros eletrônicos e canetas emagrecedoras. — Com as diligências de hoje, apreendemos um volume considerável de canetas emagrecedoras, cigarros eletrônicos e convencionais, todos importados ilicitamente. Então, esse vai ser um novo braço da investigação, para entendermos como funciona essa conexão com o contrabando. Acreditamos que, por eles atuarem muito na fronteira com o Paraguai, este país possa ser uma porta de entrada desses produtos — destacou o delegado. O próximo passo será analisar e extrair informações dos dispositivos apreendidos, para obter novas provas que direcionem futuras investigações, inclusive o envolvimento com organizações terroristas: — As informações com o terrorismo ainda são muito embrionárias. Nossas investigações identificaram uma transação financeira entre um sancionado da OFAC (agência do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos) por ter financiado a organização terrorista Al-Qaed, e um dos investigados. Além disso, um dos irmãos do Reda já postou nas redes sociais uma bandeira do grupo Hezbollah. Então, são indícios que apontam que pode haver uma ligação com organizações terroristas, mas isso ainda não foi comprovado — afirmou o delegado.
Tríplice Fronteira era usada para contrabando em esquema de lavagem de dinheiro para facções criminosas do Rio e de SP; entenda
Região seria utilizada por empresário libanês apontado como chefe da quadrilha; ele foi preso na Operação Hawala








