Um em cada cinco trabalhadores ao redor do mundo diz sentir-se sozinho durante o expediente, segundo levantamento da consultoria Gallup. O dado contradiz a ideia de que relações de amizade no ambiente profissional surgem por acaso. Para especialistas em cultura organizacional, pertencimento resulta de gestão intencional, não de coincidência.

Dados apontam peso do pertencimento no engajamento

Segundo a Gallup, profissionais que cultivam amizades no trabalho chegam a ficar sete vezes mais engajados. Pesquisa da KPMG, feita com mil profissionais, reforça o quadro: 83% afirmam que ter amigos no trabalho aumenta o engajamento e 43% relacionam essas ligações à saúde mental.

No Brasil, levantamento do Indeed indica que 54% dos profissionais têm um melhor amigo no trabalho, o que também revela que quase metade não tem. Já o Índice de Confiança do Trabalhador, do LinkedIn, mostra que 55% dos brasileiros dizem ter um ou mais amigos próximos no trabalho, mas apenas 35% consideram essa amizade necessária.

Assim, a relação existe, mas segue subvalorizada, tratada como acaso agradável em vez de parte da gestão de pessoas.