Esse perfil de empregado acaba por preferir ficar sozinho porque os outros acabam por se sentirem desvalorizadas ou vigiadas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Viciados em trabalho têm mais dificuldade em cooperar em equipe — Foto: Pexels Algumas pessoas gostam de compartilhar seu conhecimento com aqueles ao seu redor e da satisfação de saber que alguém aprendeu algo novo graças a uma conversa ou ajuda na resolução de um problema. Mas também existem aqueles que se sentem capazes de fazer tudo sozinhos e preferem evitar o contato com os outros quando se trata de compartilhar ideias para o avanço de um projeto, independentemente de passar horas em frente ao computador ou mesmo trabalhando em seu tempo livre. A psicologia analisou os "viciados em trabalho", que sentem uma necessidade incontrolável e obsessiva de se sobrecarregar, negligenciando a saúde, o descanso e a vida pessoal. Os especialistas concluíram que os viciados em trabalho não apenas pensam no trabalho o tempo todo, como também têm mais dificuldade em fazê-lo em equipe. O que a psicologia diz sobre os viciados em trabalho e suas interações com as pessoas ao seu redor? O vício em trabalho é descrito pela psicologia como um comportamento obsessivo-compulsivo caracterizado por uma necessidade constante e incontrolável de estar ocupado com o trabalho. Especialistas descobriram que esses indivíduos frequentemente têm dificuldades para trabalhar em equipe devido à sua incapacidade de delegar tarefas, à sua tendência ao isolamento e ao seu controle excessivo sobre as atividades. A psicóloga Wendy L. Patrick explicou na revista Psychology Today que "os viciados em trabalho tendem a assumir tarefas desnecessárias em detrimento do trabalho em equipe" e que "eles têm um desempenho melhor em trabalhos autônomos e especializados do que em projetos colaborativos". Isso também se baseia na pesquisa de Guido Alessandri et al. (2020) intitulada “Os Custos do Excesso de Trabalho”, que detalhou que os viciados em trabalho tendem a ser descritos como trabalhadores incansáveis em vez de trabalhadores inteligentes e que podem trabalhar além do que é razoavelmente esperado ou solicitado, mostrando uma preocupação “compulsiva e obsessiva” com seu trabalho. Como são os viciados em trabalho e qual o impacto deles no ambiente de trabalho? Um estudo da Universidade da Corunha, na Espanha, que analisou "O impacto do vício em trabalho nas organizações: causas e repercussões no bem-estar dos trabalhadores", detalha que "o vício em trabalho causa danos psicossociais, uma vez que o trabalhador que sofre desse vício apresenta problemas de desconforto psicológico, estresse, irritação" e afirma que o modo de agir desse tipo de pessoa vai contra o trabalho em equipe e cria tensão no ambiente. Especialistas destacam estas características em viciados em trabalho: Eles não confiam nos outros: acreditam que ninguém mais consegue realizar as tarefas com o mesmo nível de qualidade, o que os leva a assumir toda a responsabilidade.Controle e microgerenciamento: eles interferem no trabalho dos colegas e impõem uma vigilância constante que gera tensão.Falta de paciência e irritabilidade: consideram os períodos de descanso, ou o ritmo normal dos colegas lentos, ou demonstram preguiça.Necessidade de destaque: buscam o controle absoluto dos projetos para alimentar sua validação pessoal por meio do desempenho. Em relação ao impacto no ambiente de trabalho, os especialistas em psicologia concordam que: Isolamento operacional: acabam trabalhando sozinhos porque os outros evitam colaborar com eles, sentindo-se desvalorizados ou vigiados.Ambiente hostil: suas altas exigências pessoais são projetadas na forma de críticas severas, impaciência e comunicação deficiente, prejudicando a coesão do grupo. Mosquitos modificados poderão acabar com doença mortal 1 de 7 Uma fêmea do mosquito Anopheles, marcada com pó fluorescente, ao microscópio num laboratório de campo na ilha do Príncipe. Apenas as fêmeas dos mosquitos picam os humanos e, assim, espalham doenças. — Foto: Natalija Gormalova / The New York Times 2 de 7 Anton Cornel, à esquerda, explica os passos para uma coleta noturna de mosquitos para um coletor voluntário na vila de São Joaquim — Foto: Natalija Gormalova / The New York Times X de 7 Publicidade 7 fotos 3 de 7 Mosquitos cobertos de pó brilhavam verdes sob o microscópio no laboratório de campo montado por um júri no Príncipe — Foto: Natalija Gormalova / The New York Times 4 de 7 Ivan Mugeni Mulongo, técnico em insetos da equipe da Iniciativa contra a Malária da Universidade da Califórnia, usa um aspirador para coletar amostras de mosquitos em Prince — Foto: Natalija Gormalova / The New York Times X de 7 Publicidade 5 de 7 Mulongo com uma gaiola cheia de mosquitos. Os insetos serão marcados com pó fluorescente para rastrear seus movimentos e depois liberados — Foto: Natalija Gormalova / The New York Times 6 de 7 A equipe, liderada por Gregory Lanzaro, geneticista molecular da Universidade da Califórnia. Davis, à direita, acredita que pode aproveitar o impulso genético na luta contra a malária em São Tomé e Príncipe — Foto: Natalija Gormalova / The New York Times X de 7 Publicidade 7 de 7 Cornel espanando mosquitos com pó fluorescente antes de soltá-los ao pôr do sol. — Foto: Natalija Gormalova / The New York Times Cientistas acreditam que podem usar a engenharia para impedir que espécie portadora da malária transmite o parasita; tecnologia, porém, também é alvo de críticas
Viciados em trabalho têm mais dificuldade em cooperar em equipe, apontam especialistas
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