A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) disse que o PL (Partido Liberal) foi a única bancada que não quis conversar sobre o projeto de lei que inclui a misoginia entre os crimes de racismo. A votação do texto foi adiada nesta terça-feira (14), sem data prevista. O texto foi aprovado pelo Senado Federal em março por unanimidade.
"Desde o início, tratei essa pauta como prioridade absoluta. Fiz tudo o que estava ao meu alcance para construir um acordo que permitisse a aprovação do projeto. Estive com todas as bancadas, com exceção do Partido Liberal (PL), que não quis dialogar. Ouvi as contribuições apresentadas, incorporei sugestões e trabalhei para chegar a um texto equilibrado, sem abrir mão da proteção às mulheres", afirmou a relatora do projeto em nota à imprensa.
À Folha, o líder do PL na Câmara Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) disse que Tabata se reuniu com o deputado Lafayette de Andrada (PL-MG), que representou o partido. "Ele não foi atendido nas demandas que colocou para a relatora", afirmou.
Tabata disse que a conversa com o deputado não foi em nome do partido, "que foi procurado diversas vezes pela parlamentar e equipe, sem retorno".
O texto mais recente define misoginia como "a prática, a indução ou a incitação de violência, de restrição ao pleno exercício de direitos ou de ofensa à dignidade da mulher, em razão da condição de mulher".








