O Senado aprovou nesta terça-feira (14) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que cria uma aposentadoria especial a agentes comunitários de saúde e efetiva vínculos temporários.

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou manobrar para derrubar do texto a previsão de paridade e integralidade, que garantem a aposentados o mesmo salário da ativa e reajuste anual igual aos do que seguem trabalhando, mas a negociação não andou.

O texto foi aprovado em primeiro turno por 73 votos favoráveis e 1 contrário. As PECs precisam ser aprovadas em dois turnos e com votos favoráveis de 49 dos 81 senadores.

O segundo turno será realizado ainda nesta terça. Os senadores concordaram com a chamada quebra de interstício, quando a segunda votação é feita no mesmo dia da primeira.

No plenário, a líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), liberou a bancada, quando não orienta voto sim ou não. Teresa abriu mão de votar na PEC, pois disse que não votaria de maneira divergente à maioria, mas que precisava ter responsabilidade com o "depois", as implicações sobre as contas previdenciárias.