0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alessandro Stefanutto na CPMI no Senado Federal — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 17:56 Ex-presidente do INSS é acusado de corrupção e fraude em aposentadorias A Polícia Federal revelou que Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, recebeu propinas recorrentes em dinheiro vivo, Pix e cheques, facilitando fraudes a aposentados. As investigações destacam que Stefanutto, apelidado de "Italiano", recebia uma mesada de R$ 250 mil e coordenava os pagamentos indevidos. As transações eram monitoradas via conversas com membros da Conafer, entidade responsável por descontos ilegais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Federal afirma que o ex-presidente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) Alessandro Stefanutto recebia propinas "recorrentes" para viabilizar as fraudes a aposentados e pensionistas. As vantagens indevidas eram pagas por meio de cheques, pix e até com entregas de dinheiro vivo, apontam os investigadores. Segundo a PF, Stefanutto recebia uma mesada que ainda aumentou significativamente, para R$ 250 mil, após assumir a presidência do INSS. A PF mapeou os repasses a partir das conversas de integrantes da Conafer, entidade que operava os descontos ilegais. Foram identificados pagamentos para diferentes agentes públicos, alguns tratados como "heróis", "notáveis" e "amigos". Dentro eles estava Stefanutto, que tinha o codinome "Italiano" nos registros de pagamento. Segundo a corporação, o ex-presidente do INSS tinha o "domínio do fato e determinava os pagamentos indevidos". Em uma das mensagens interceptadas, um dos integrantes da Conafer pede a um colega que faça "contato" com o procurador e lhe entregue uma "encomenda de 100". A PF aponta que as conversas revelam uma série de encontros pessoais dos membros da Conafer com Stefanutto em São Paulo em 2022. O inquérito aponta que tais reuniões ocorriam com a presença de José Carlos Oliveira, então ministro do Trabalho, que era tratado como 'Abou yasser' nos diálogos. O ex-presidente do INSS também recebeu repasses por meio de cheques, destaca a PF. Em um áudio encontrado pelos investigadores, enviado em janeiro de 2023, um dos operadores da propina afirma: "O italiano não dá para ser TED (transferência bancária). Eu vou levar uma folha pra ele lá de cheque. Eu quero que você me passe o valor". O inquérito ainda identificou uma mensagem anterior, de outubro de 2022, em que um dos integrantes da Conafer diz que vai mandar "italiano" depositar o cheque de "250k". Naquele mesmo mês, o próprio Stefanutto entrou em contato com o operador das propinas, porque teria compensado um cheque antes da hora certa. Nas mensagens, o procurador pede "desculpas mil". (em atualização)