Ex-parlamentar foi indiciado em inquérito da PF que investigou fraudes no INSS 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) — Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 19:43 Ex-deputado Euclydes Pettersen é indiciado por fraudes no INSS envolvendo R$ 708 milhões A Polícia Federal indiciou o ex-deputado Euclydes Pettersen por envolvimento em um esquema de fraudes no INSS, que desviou R$ 708 milhões de aposentados e pensionistas. Pettersen, acusado de ser um dos principais articuladores políticos do esquema, teria recebido R$ 14,7 milhões em propinas. O dinheiro era lavado por meio de empresas de fachada e investimentos em pecuária. Ele responde por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-deputado federal Euclydes Marcos Pettersen Neto foi indiciado pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de integrar o esquema de fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O relatório final do inquérito, entregue ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira, aponta que Pettersen está entre os 48 indiciados na investigação sobre irregularidades relacionadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Segundo a PF, Pettersen atuou de forma continuada como o principal "fiador político" da organização criminosa. De acordo com o relatório, ele era responsável por chancelar a indicação de procuradores e diretores corrompidos para garantir a manutenção das fraudes. A investigação afirma que os recursos desviados dos aposentados e pensionistas eram utilizados para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e políticos, chamados pelos investigados Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, e Cícero Marcelino, empresário ligado à entidade, de "Heróis", "Notáveis" ou "Amigos". Conforme a PF, Pettersen era o chamado "Herói E" e foi o agente político mais bem remunerado pelo esquema. Ainda de acordo com o relatório, o ex-deputado recebeu ao menos R$ 14,7 milhões em propinas por meio de transferências fracionadas. Os pagamentos, segundo a investigação, foram realizados por meio de contas de passagem de lotéricos e de empresas de fachada. A PF também afirma que Pettersen ocultou e lavou os valores recebidos por meio de investimentos na pecuária, em desmatamento químico de fazendas e na ocultação de aeronaves. Pelos fatos apontados na investigação, o ex-deputado foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Pettersen já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em uma das fases da Operação Sem Desconto, deflagrada em novembro do ano passado. O relatório da PF sustenta que a organização criminosa desviou mais de R$ 708 milhões de aposentados e pensionistas. Segundo a corporação, os valores ingressavam inicialmente nos cofres da Conafer e eram rapidamente redirecionados para empresas de fachada ligadas aos operadores financeiros. Em seguida, conforme a investigação, o dinheiro era destinado ao enriquecimento dos integrantes do grupo e ao pagamento de propina a agentes públicos e políticos que, segundo a PF, garantiam o funcionamento do esquema. As investigações sobre outros núcleos e entidades suspeitas seguem em procedimentos separados.
Ex-deputado Euclydes Pettersen recebeu R$ 14 milhões em propina de esquema de fraudes no INSS via construtora e lotérica, aponta PF
Ex-parlamentar foi indiciado em inquérito da PF que investigou fraudes no INSS










