A Polícia Federal irá investigar o uso de emenda parlamentar pelo Instituto Terra e Trabalho (ITT) para supostamente tentar camuflar a origem ilícita dos recursos provenientes de descontos indevidos em aposentadorias feitos pela Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores (Conafer).
Em inquérito enviado na última sexta-feira 10 ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, o delegado Cassio Galhardo de Castro Silva concluiu que há indícios de que o ITT foi criado e mantido para cumprir três funções no esquema: captar recursos públicos, desvio desses recursos para empresas de fachada e lavagem de dinheiro por “mistura”.
Segundo as investigações, entre 2017 e 2025, o ITT recebeu mais de 29 milhões de reais em emendas parlamentares e convênios federais com órgãos como o Incra e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Desse valor, 13 milhões de reais seriam de emendas, dos quais 3,18 milhões de reais foram transferidos diretamente para um rede de empresas de fachada controlada pelos operadores financeiros do esquema.
Parlamentares citados
Entre os parlamentares que teriam destinado emendas ao ITT estão os deputados federais Eros Biondini (PL-MG)e Hélio Lopes (PL-RJ) e os ex-deputados Euclydes Pettersen (Republicanos), Flávia Arruda (PL). Figuram na lista ainda a senadora Leila Barros (PDT-DF) e a deputada Jandira Feghali (PCdoB-PR). Neste primeiro momento, a PF indiciou apenas Pettersen.












