Preços ao consumidor subiram 1,9% no mês passado em relação ao mês anterior. Analistas esperavam 2%. Na comparação anual, subiram para 33,5% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Restaurante no mercado de San Telmo, em Buenos Aires — Foto: Sarah Pabst/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 16:58 Inflação na Argentina desacelera e atinge menor nível em 10 meses A inflação na Argentina desacelerou pelo terceiro mês consecutivo, atingindo 1,9% em junho, abaixo dos 2% esperados, marcando o menor nível em dez meses. Anualmente, subiu para 33,5%. Essa queda é vista como uma vitória para o presidente Javier Milei, após o aumento em março devido ao choque nos preços de energia. A inflação subjacente ficou em 1,6%, com destaque para aumentos em hortaliças e turismo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A inflação da Argentina desacelerou pelo terceiro mês consecutivo, caindo abaixo do limiar de 2% em junho, menor nível desde agosto do ano passado, representando uma vitória para o presidente Javier Milei após a alta registrada em março, provocada pelo choque nos preços da energia relacionado à guerra envolvendo o Irã. Os preços ao consumidor subiram 1,9% em junho na comparação com maio, ligeiramente abaixo da mediana de 2% projetada por economistas consultados pela Bloomberg. Mas a inflação acumulada nos primeiros seis meses do ano ficou em 16,8% e a variação anual em 33,5%, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo instituto oficial de estatísticas, Indec. Os setores com maiores aumentos de preços foram lazer e cultura, bem como habitação, tarifas básicas e combustíveis, enquanto comunicações, roupas e calçados registraram aumentos mais moderados. É uma boa notícia para o governo de Javier Milei, que repostou várias mensagens na rede X comemorando a inflação mais baixa. O ministro da Economia, Luis “Toto” Caputo, também escreveu no X que esses números refletem “a solidez do processo de desinflação” na Argentina. Na semana passada, o ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou em entrevista à televisão que os analistas esperavam uma inflação inferior a 2% em junho, depois da desaceleração observada em abril e maio. Dentro da inflação subjacente, que ficou em 1,6%, os maiores aumentos foram registrados nos preços de hortaliças e do turismo, impulsionados pela proximidade das férias de inverno no Hemisfério Sul. A desaceleração da inflação mensal ocorre logo após o governo Milei receber elevações na classificação de risco soberano pelas agências S&P Global Ratings e Fitch Ratings, aproximando a Argentina de recuperar o acesso aos mercados internacionais de capitais. Economistas consultados pelo banco central em junho projetam que a inflação acumulada em 2026 encerrará o ano em 30%, abaixo da estimativa anterior de 30,5%, mantendo a previsão de crescimento econômico de 3%. Desde que assumiu o comando em dezembro de 2023, Milei aplicou um rigoroso plano de austeridade que pôs fim ao déficit fiscal crônico do país sul-americano e conseguiu reduzir uma inflação de três dígitos para cerca de 30% ao ano dois anos depois. Em contrapartida, o ajuste implicou em cortes severos nos gastos públicos, o fechamento de órgãos estatais, dezenas de milhares de demissões e uma forte perda do poder de compra dos salários e aposentadorias.