A inflação na Argentina desacelerou pelo segundo mês consecutivo e ficou em 2,1% em maio, o menor nível desde setembro de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O resultado representa um sinal positivo para o governo do presidente Javier Milei em sua estratégia de combate à alta dos preços. Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acumula alta de 14,7% nos cinco primeiros meses do ano. Em 12 meses, a inflação alcançou 33,2% em maio, ante 32,4% em abril. O dado mensal veio abaixo das expectativas do mercado. Analistas consultados na Pesquisa de Expectativas de Mercado (REM), do Banco Central da República Argentina (BCRA), projetavam uma inflação de 2,3% no mês. Entre os componentes do índice, os preços sazonais registraram a maior alta, de 3,5%, impulsionados principalmente pelo aumento dos preços dos vegetais, parcialmente compensado pela queda das frutas. Já os preços regulados avançaram 2,4%, refletindo reajustes nos combustíveis, na eletricidade e nos serviços de água. Por grupo de despesas, a maior variação foi observada em Comunicação, com alta de 3,4%, puxada pelos serviços de telefonia. Educação apareceu em seguida, com avanço de 2,9%. Na outra ponta, as menores variações foram registradas em Vestuário e calçados, que subiram 0,3%, e em Bebidas alcoólicas e tabaco, com alta de 0,8%. Os preços sazonais registraram a maior alta, impulsionados, principalmente, pelo aumento dos preços dos vegetais — Foto: Erica Canepa/Bloomberg
Inflação mensal na Argentina desacelera para 2,1% em maio
Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acumula alta de 14,7% nos cinco primeiros meses do ano














