A taxa de erros de um sistema de reconhecimento facial salta de 1% entre pessoas na faixa dos 20 anos para até 5% entre quem tem 70 anos ou mais, segundo o Nist, órgão americano equivalente ao Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Ou seja, a depender do parâmetro observado, as falhas se multiplicam por cinco.
Os dados dão contexto aos relatos em redes sociais envolvendo idosos com acesso impedido a aplicativos de banco ou ao Gov.BR, além de acessos indevidos a contas de pessoas dessa faixa etária. Isso porque, além dos casos de não validação, existe o erro falso positivo, no qual o sistema reconhece outra pessoa —essa taxa de erro é a maior.
A adoção de tecnologia é compulsória em casos como a prova de vida da Previdência pelo aplicativo Meu INSS. A aposentada pernambucana Eunice Rocha de Oliveira Guimarães, 77, por exemplo, está há um mês sem conseguir acessar o sistema e tem dificuldades de mobilidade para ir a uma agência devido ao mal de Parkinson.
"A doença causa mudanças no rosto por causa dos efeitos na musculatura", diz Alécia Guimarães, a filha de Eunice. Alécia busca informações há cerca de 30 dias sobre como confirmar que a mãe está viva, mas não consegue atendimento na central 135, o canal telefônico da Previdência.








