Os idosos estão entre os grupos mais vulneráveis aos golpes digitais. Mensagens e chamadas que exploram confiança, urgência ou o desconhecimento técnico têm causado perdas financeiras e danos emocionais crescentes a eles.
Golpes por WhatsApp e redes sociais, clonagem de perfis, falsas ofertas e fraudes que simulam atendimento bancário ou mensagens privadas de supostas celebridades vêm se sofisticando, muitas vezes usando imagens e áudios gerados por inteligência artificial, e encontram terreno fértil em quem tem pouco letramento digital e redes de apoio limitadas.
Essa exposição aumenta em um contexto em que o acesso à internet entre pessoas com mais de 60 anos cresceu rapidamente nos últimos anos. Segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o uso regular passou de 24,7% em 2016 para 66% em 2023, sem que houvesse uma preparação proporcional para identificar ameaças online.
Ainda de acordo com a Pnad, o principal motivo para a ausência de serviços de internet em 35,6% de 4 milhões de domicílios brasileiros que não acessam a web é o fato de não saberem usá-la. Essa porcentagem é superior aos 25,9% que alegam não ter o serviço por razões financeiras.








