Assim como o acesso ao entretenimento, o acesso a sistemas do governo, documentos e processos burocráticos se torna cada vez mais digital. Nesse processo, a falta de inclusão digital pode gerar um processo de exclusão, especialmente entre pessoas idosas. Em coluna publicada no domingo (21), Ruy Castro cita um cartum que demonstra a problemática.
Para o autor, há uma realidade que ocorre neste momento em todos os lugares: pessoas "com macróbios quase centenários como eu ou talvez você" não conseguem acompanhar a velocidade com que o smartphone evolui, mesmo tendo se dedicado a entender essa e outras tecnologias.
"Até que enfim alguém denunciou essa violência", "E a maldita identificação facial?", endossam comentários feitos na coluna. "Artigo necessário, essencial, e que deveria ser replicado... O assunto tem sido desprezado, tanto quanto nós, idosos, temos sido desprezados pela tecnologia que a todo dia muda", escreve um dos leitores. Outro aponta que a dificuldade também atinge "novinhos".
De acordo com a pesquisa TIC Domicílios 2025, mais de 80% da população de 60 a 69 anos tem celular; entre os 70 e os 79, são 66%, e, a partir dos 80 anos, 35%. No entanto, eles não costumam ter familiaridade com as funcionalidades do aparelho.









