Embora raros, pessoas mais velhas que apresentam esses sinais podem apresentar desfechos adversos, como morte, com maior frequência 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Caneta emagrecedora — Foto: Marcelo Theobald RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 12:38 Estudo alerta para riscos de fragilidade em idosos usando tirzepatida Um estudo dos EUA alerta para a necessidade de monitoramento dos riscos de fragilidade em idosos que usam tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, para emagrecimento. A pesquisa, ainda não revisada por pares, mostra que esses pacientes podem apresentar desnutrição, desidratação e perda muscular, aumentando significativamente o risco de morte. Os autores enfatizam a importância de acompanhamento rigoroso, sem desencorajar o uso adequado do medicamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Idosos que usam tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, podem apresentar sinais de fragilidade — como desnutrição, desidratação e perda de massa e força muscular — que podem indicar riscos relativamente elevados de desfechos adversos, como morte. A conclusão é de um grande estudo realizado nos Estados Unidos e publicado online na plataforma Preprints.org e ainda precisa ser revisado por pares. O estudo foi realizado pela empresa americana de análise de dados nference e analisou dados de cerca de 55 mil adultos americanos com 65 anos ou mais. Destes, 30 mil foram tratados com tirzepatida para obesidade, quase 19 mil usaram medicamentos que não eram agonistas de GLP-1 para diabetes tipo 2 e quase 6 mil haviam passado por cirurgia bariátrica. Os registros de saúde mostraram que houve declínio progressivo da massa e da função muscular em 0,16% de todos os pacientes incluídos na análise, desnutrição em 1,6%, desidratação em 3% e perda de apetite em 4,75%. A probabilidade de ocorrência de cada um desses problemas aumentava com a idade avançada, a presença de múltiplas condições de saúde e uma maior perda de peso — especialmente quando a perda ultrapassava 20% do peso corporal. Embora essas condições estivessem presentes em todos os grupos analisados, o estudo revelou que, o grau de risco associado a essas condições, era significativamente maior naquelas que utilizavam tirzepatida. Por exemplo, os usuários do medicamento que desenvolveram desnutrição apresentaram um risco cerca de 25 vezes maior de morte relacionada a essa condição durante os 18 meses de acompanhamento, em comparação com os usuários de tirzepatida que não desenvolveram desnutrição, segundo os cálculos dos pesquisadores. Por outro lado, o desenvolvimento de desnutrição aumentou o risco de morte em cerca de sete vezes para usuários de outros tratamentos para diabetes e em cerca de duas vezes para aqueles submetidos à cirurgia bariátrica, quando comparados aos pacientes desses mesmos grupos que não desenvolveram desnutrição. Entre os pacientes que desenvolveram desidratação, o risco de morte foi cerca de seis vezes maior entre os usuários de tirzepatida, quatro vezes maior entre os usuários de outros medicamentos antidiabéticos e 2,5 vezes maior após a cirurgia bariátrica. A perda de massa muscular aumentou o risco de morte em cerca de 12 vezes nos usuários de tirzepatida, seis vezes nos usuários de medicamentos antidiabéticos e duas vezes após a cirurgia bariátrica. Os riscos de hospitalizações e internações em UTI relacionadas seguiram padrões semelhantes, com as maiores probabilidades observadas em pacientes que utilizavam tirzepatida. Apesar dos resultados, os pesquisadores afirmam que condições extremas associadas à fragilidade ocorreram raramente, e os resultados não devem desencorajar o uso adequado desses medicamentos em idosos, afirmaram os pesquisadores. Eles também afirmam que os resultados não indicam que a tirzepatida tenha causado desfechos adversos, uma vez que o surgimento de problemas relacionados à fragilidade pode identificar pacientes idosos cuja saúde está se deteriorando devido a uma doença subjacente, à redução da reserva fisiológica ou à ingestão nutricional inadequada durante uma perda de peso significativa. Por outro lado, eles alertam que esses desfechos mostram a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso dos pacientes idosos que utilizam esses medicamentos. Os sinais de fragilidade em idosos apareceram cerca de seis meses após o início do uso do remédio. As pesquisas da nference são financiadas por sistemas de saúde, investidores institucionais e empresas de capital de risco, e a companhia não recebe financiamento de fabricantes de medicamentos.