O governo Lula passou a monitorar de forma mais intensa a mobilização de caminhoneiros, diante da ameaça de paralisações em diferentes pontos do país. Em Santos (SP) e Salvador, já houve paralisações para cobrar a tramitação da Medida Provisória 1.343, conhecida como MP do Frete.

A MP perde a validade na próxima quinta-feira (16), caso não seja aprovada pelo Senado até essa data. Se caducar, caem as mudanças propostas e que já estão em vigor, obrigando o governo a recomeçar a tramitação de um novo projeto.

Editada pelo governo em março após uma série de negociações com representantes dos caminhoneiros, a MP ampliou a fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete, mudando a forma de calcular esse valor ao incluir custos do trabalho, como combustível, manutenção, seguros e pedágios.

Houve, ainda, um forte aumento de autuação a empresas que pagam abaixo do piso, com uso de meios eletrônicos e cruzamento de dados sobre os serviços prestados pelos caminhoneiros.

No domingo (12), o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, tratou da mobilização dos caminhoneiros com os ministros da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, da Casa Civil, Miriam Belchior, da Secretaria-Geral da República, Guilherme Boulos, e com o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).