A atuação de pistoleiros tem comprometido a demarcação de uma terra indígena no entorno da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A escalada das ameaças levou agentes da Funai (da Fundação Nacional dos Povos Indígenas) a procurar a polícia. Em Brasília, o Ministério dos Povos Indígenas pediu ajuda da Força Nacional de Segurança Pública.
A Folha teve acesso a detalhes do caso. Os conflitos envolvem a demarcação da terra indígena Paquiçamba, processo que faz parte das condicionantes ambientais da usina que opera nas águas do rio Xingu, na região de Altamira.
Na última semana, o Ministério dos Povos Indígenas pediu ao Ministério da Justiça a presença, por mais 90 dias, de agentes da Força Nacional, para proteger não só os servidores e técnicos responsáveis pela demarcação, mas também os indígenas.
As ameaças foram registradas em boletim de ocorrência, na delegacia da Polícia Federal de Altamira. No dia 12 de maio, um servidor da Funai relatou que fazendeiros foram à sede do órgão, em Altamira, para tentar descobrir onde a equipe de demarcação passaria a noite.
Em tom de ameaça, disseram aos servidores que pistoleiros estavam na região, numa tentativa clara de intimidar os técnicos e inviabilizar a continuidade da demarcação.







