Na cidade berço de Martin Luther King Jr., centro cultural referência nos EUA reflete sobre a união entre futebol e ativismo político 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pelé e sua representatividade são exaltados em exposição em Atlanta, nos Estados Unidos — Foto: Rafael Oliveira RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/07/2026 - 23:04 Exposição em Atlanta destaca conexão entre futebol e ativismo político Na cidade de Atlanta, conhecida por seu legado de direitos humanos, uma exposição no Centro Nacional dos Direitos Civis e Humanos destaca a conexão entre futebol e ativismo político. Com foco em Pelé e a Democracia Corinthiana, a mostra revela o impacto do esporte na luta por direitos. Iniciativas históricas como a campanha "Diretas Já" e o apelo de Didier Drogba pela paz na Costa do Marfim também são homenageadas, reafirmando o poder do futebol como plataforma de mudança social. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Se ainda estivesse de pé na Copa do Mundo, a seleção brasileira teria seu próximo desafio em Atlanta, que receberá a semifinal entre Inglaterra e Argentina, nesta quarta. Ainda assim, o Brasil se faz presente por lá. Berço de Martin Luther King e, naturalmente, com forte vocação para a pauta dos direitos humanos, a cidade abriga uma exposição sobre ativismo no futebol que reserva dois destaques verde-amarelos: um, de Pelé, e o outro, da Democracia Corinthiana. O movimento marcado pelos rostos de Sócrates, Casagrande, Zenon e Wladimir, que durou de 1982 a 1984, é apresentado ao público como “uma provocação silenciosa num país sem eleições presidenciais diretas”. Isso porque, em plena Ditadura Militar, tudo no Corinthians era decidido pelo voto interno: dos treinos às contratações. Mas seu lado barulhento também está presente, com destaque para capas de revistas estampadas pelos atletas e a participação na campanha “Diretas Já”. A Democracia Corinthiana tem um espaço próprio na exposição que destaca futebol e ativismo, em Atlanta — Foto: Rafael Oliveira Pelé, por sua vez, ganhou um espaço por sua força simbólica. A exposição destaca que, como maior estrela do futebol, o atacante viajou com o Santos por países da África e da Ásia recém-independentes após décadas de colonialismo: “Para milhões de fãs, ele representou possibilidade, orgulho e o reconhecimento mundial da capacidade negra”. O dia em que Didier Drogba e a seleção da Costa do Marfim promoveram um cessar fogo num conflito sanguinário — Foto: Rafael Oliveira Intitulada “O esporte do povo: futebol e direitos humanos”, a exposição ocupa uma das salas do Centro Nacional dos Direitos Civis e Humanos, referência na preservação da memória da luta por igualdade no país. Lançado em junho, na esteira da estreia da Copa, o trabalho destaca diferentes iniciativas ao longo da história que fizeram do esporte uma plataforma para dar voz ou empoderar quem precisa. Em 2020, jogadores da Premier League usaram camisa com o nome do movimento Black Lives Matter no lugar dos seus próprios — Foto: Rafael Oliveira Está lá, por exemplo, o C.D. Euzkadi, time basco que deixou a Espanha durante a Guerra Civil para chamar a atenção do mundo e que acabou jogando a liga mexicana. A exposição também presta homenagem a Didier Drogba e a seus companheiros da seleção da Costa do Marfim, que, após conquistarem vaga na Copa de 2006, fizeram um apelo emocionado de dentro do vestiário para que governo e rebeldes largassem as armas. A iniciativa gerou um cessar-fogo no conflito que, àquela altura, já havia matado 4 mil. — O futebol tem o poder de chegar a todos os países do mundo. E é muito importante quando alguém usa essa força para dar voz a lutas — comentou a americana Ryan Herbert. Camisas autografadas por jogadores de futebol de grande influência fazem parte da exposição em Atlanta, nos EUA — Foto: Rafael Oliveira A adolescente, que gostou especialmente de ver a camisa usada pelos jogadores da Premier League, em 2020, em apoio ao movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), é fã de Vini Jr. Ele está presente na sessão de camisas autografadas por nomes de grande influência, ao lado de Ronladinho Gaúcho, Zidane, o próprio Pelé, entre outros. — Fiz questão de tirar foto ao lado da camisa dele. Quando ele é atacado nos campos, é como se fosse com um de nós. E ele não se cala — contou a jovem, com brilho nos olhos. Ryan Herbet (à esquerda) joga totó com a amiga Cori Howard na exposição sobre futebol e ativismo, em Atlanta — Foto: Rafael Oliveira
Brasil presente: na cidade de Inglaterra x Argentina, exposição destaca Pelé e a Democracia Corinthiana; fotos
Na cidade berço de Martin Luther King Jr., centro cultural referência nos EUA reflete sobre a união entre futebol e ativismo político








