A música não apenas guiou a trajetória de Amintas José da Costa, mas salvou sua vida, como ele mesmo costumava dizer. Conhecido como o maestro Sarrafo, ele chegou a ser convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial, mas foi dispensado quando um superior descobriu seu talento como saxofonista.
"Naquele momento vi que a música havia salvado a minha vida. A maioria dos que foram não voltou, mas eu fiquei, graças ao saxofone, meu companheiro de todas as horas", contou Sarrafo à Prefeitura de Itanhaém, no litoral paulista, em 2019, quando foi homenageado ao completar 100 anos.
Nascido em Aracaju, Sarrafo teve seu primeiro contato com a música aos 14 anos, quando ingressou para a banda municipal que era comandada por um sargento do Exército. Aprendeu a tocar clarinete e saxofone com o militar. Este depois o convenceu a entrar na Força Pública de Sergipe, onde passou a tocar na banda da corporação.
Poucos anos depois, Sarrafo decidiu ir para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Música. Na capital fluminense, entrou para o serviço militar e alcançou o posto de 2º sargento músico.
Em 1942, o presidente Getúlio Vargas declarou guerra contra Alemanha e Itália e decidiu enviar soldados para o front. Sarrafo estava entre os convocados. Ao chegar para o treinamento carregando um saxofone, um comandante descobriu sua vocação para a música e decidiu tirá-lo da lista dos que seriam enviados à Europa.







