A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) se reuniu com representantes de hospitais privados de grande porte no começo do mês para tentar antever possíveis impactos do El Niño e alinhar uma estratégia de comunicação para orientar a população.

O último El Niño no país ocorreu entre 2023 e 2024, período em que o Rio Grande do Sul foi devastado com fortes chuvas que contribuíram para enchentes históricas. Já no Amazonas, entre outubro e novembro de 2023, houve a maior estiagem da história, levando o rio Negro ao menor nível em mais de um século.

As preocupações da ANS vão desde o aumento no número de casos de dengue no ano que vem até possíveis infecções pelo consumo de água contaminada. Também é comum que as pessoas caiam mais do telhado após chuvas intensas.

Uma autoridade a par do assunto diz que os hospitais também precisam estar cientes de que o El Niño pode sobrecarregá-los nos meses mais críticos.

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e outros órgãos do governo federal preveem chuvas acima da média na região Sul e abaixo da média no centro-norte do país. As consequências devem ser mais sentidas entre outubro e dezembro, se entendendo até o começo de 2027.